Nuno Janeiro confessa ansiedade após a 1.ª Companhia e emociona-se ao falar do filho

Nuno Janeiro confessa ansiedade após a 1.ª Companhia e emociona-se ao falar do filho, esta manhã na TVI.

Ator esteve no Dois às 10 após conquistar o sexto lugar

Nuno Janeiro, sexto classificado da 1.ª Companhia, marcou presença esta manhã no Dois às 10, da TVI.

Em conversa com Cristina Ferreira, o ator fez um balanço dos 51 dias vividos no acampamento e revelou o impacto emocional do regresso ao estúdio.

“Estava-me a dar ansiedade”

Primeiramente, Nuno Janeiro assumiu que o momento de reencontro com o público foi mais difícil do que esperava.

Como explicou:

“Não, não, foi o momento de chegar ao estúdio, estamos 51 dias sempre ali com aquele grupo de pessoas, chegar ao estúdio e ver aquela algazarra toda, estava-me a dar ansiedade. Fez-me muita confusão, não saber o que se passava cá fora, esteve praticamente 50 dias a chover, como todos sabem, a pensar nas pessoas cá fora, nas famílias, foi muito angustiante”.

Assim, o ex-recruta descreveu o isolamento e as condições adversas como fatores que aumentaram a vulnerabilidade emocional.

O momento mais marcante com o filho

Além disso, o ator revelou que a maior preocupação durante o programa foi o filho, de oito anos.

Após o final da experiência, viveu um instante que o marcou profundamente:

“Disse-lhe o que é que ia, disse-lhe que o papai ia fazer um trabalho, que ia ser bom para todos, mas vou partilhar uma coisa, aquela medalha que eu ganhei, depois no sábado estivemos todos juntos e eu dei-lhe a medalha, pus a medalha ao peito dele e ele bate a medalha e diz, sou o Nuno de Janeiro. E eu disse, não, és o Dinis de Janeiro. Mas só isso, só isso”.

Dessa forma, o reencontro tornou-se um dos pontos altos após semanas de afastamento.

Conflitos e postura dentro do jogo

Entretanto, sobre as tensões vividas na casa, nomeadamente com Pedro Barroso e Andreia, Nuno Janeiro reconheceu que evita confrontos.

Como confessou:

“Eu também não gosto de confrontos, e nem sei lidar com eles. E quando lido a coisa corre um bocado mal. Sempre algo me dizia que havia duas Noélias, que eu dizia-lhe, olha, acho que há a Noélia de Tavira e há a Noélia aqui dentro, e eu gosto mais da Noélia de Tavira, e ela ria-se. Mas fiquei com uma grande admiração por ela, porque nunca se negou a nada”.

Assim, destacou o espírito de camaradagem criado entre os participantes.

Elogio a Joana e exigência emocional

Por outro lado, Nuno Janeiro sublinhou a resiliência do grupo, com especial referência a Joana.

Nas suas palavras:

“A Joana, e eu dizia-lhe, eu às vezes já não exercia aflito e olhava para ela, e ela estava ali, e eu assim, não, eu também vou estar. Porque criou-se ali uma grande camaradagem, aliás, a gente puxava uns pelos outros. A Joana teve a sofrer desde o primeiro dia”.

Por fim, ao ser questionado sobre semelhanças com o serviço militar que cumpriu há mais de duas décadas, o ator foi claro:

“Não, não, não é parecido. Nós aqui somos despidos emocionalmente. Eu que achava que tinha as coisas sempre controladas, eu dei por mim, olhavam para mim e choravam, choravam por tudo e por nada. E não tinha controle absolutamente nenhum sobre isso. Por isso não tem nada a ver, não tem nada a ver”.

Dessa maneira, Nuno Janeiro assumiu que a 1.ª Companhia foi uma experiência de grande exigência psicológica, marcada por emoções intensas e aprendizagens profundas.

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