Onda de calor em Portugal pode levar temperaturas aos 45ºC e aumenta risco de afogamento

Onda de calor em Portugal pode levar temperaturas aos 45ºC e aumenta risco de afogamento, segundo foi revelado.

IPMA admite período de calor entre oito e dez dias

Portugal Continental entra num período de calor intenso, com avisos do IPMA a deixarem o mapa em amarelo e cor de laranja.

A subida das temperaturas começa a acentuar-se a partir desta quarta-feira. Já na quinta-feira, Évora poderá chegar aos 43ºC.

Além disso, nenhuma capital de distrito deverá ficar abaixo dos 30ºC. Sexta-feira deverá ser o dia mais quente, com máximas médias perto dos 38ºC.

Depois, nos dias 6 e 7, Reguengos de Monsaraz poderá atingir os 45ºC.

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Noites também preocupam

À Lusa, o IPMA avisou que esta onda de calor poderá prolongar-se entre oito e dez dias.

O instituto explicou ainda que os alertas “contemplam a temperatura mínima”, uma vez que as noites também serão quentes a partir desta quarta-feira.

Por isso, o mapa de avisos poderá ser atualizado, caso a evolução das temperaturas o justifique.

Segundo o IPMA, a situação mais crítica deverá sentir-se no litoral oeste, “onde a brisa marítima será pouco intensa durante a tarde, fazendo com que estejam previstos vários dias seguidos” com máximas acima dos 35ºC.

As mínimas também poderão ser elevadas, podendo chegar aos 28ºC.

Nadadores salvadores alertam para risco de afogamento

Entretanto, a Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores deixou um alerta para os próximos dias.

Com o aumento do calor, mais pessoas deverão procurar praias, rios e barragens. Esse movimento pode aumentar o risco de acidentes, sobretudo em locais sem vigilância.

A federação pediu ainda às autoridades que incluam o perigo de afogamento nas mensagens de aviso à população.

Também esta terça-feira, o Conselho Português para a Saúde e Ambiente alertou para os efeitos das ondas de calor na saúde.

A entidade defendeu uma resposta coordenada das autoridades e pediu a criação de centros de arrefecimento para proteger os mais vulneráveis.

DGS deixa recomendações para enfrentar o calor

Por fim, a Direção-Geral da Saúde divulgou várias recomendações para reduzir os riscos associados às temperaturas elevadas.

Entre os principais conselhos, a DGS recomenda “beber água, mesmo quando não tem sede, evitando o consumo de bebidas alcoólicas e com cafeína: pelo menos 1,5L, o equivalente a 8 copos”.

Além disso, a autoridade de saúde aconselha a permanência em “ambientes frescos ou climatizados”.

A DGS pede ainda que se evite a “exposição ao sol, principalmente entre as 11h00 e as 17h00”.

Atenção especial deve ser dada aos “grupos mais vulneráveis ao calor”. Entre eles estão crianças, idosos e pessoas isoladas.

No caso das crianças, a DGS lembra a importância de garantir que “bebem água”. Já em relação aos idosos, recomenda contacto regular com “os idosos e outras pessoas isoladas”.

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