Padre Ricardo Esteves alerta para o medo da solidão e para as relações que diminuem, através das redes sociais.
O padre Ricardo Esteves deixou nas redes sociais uma reflexão sobre solidão, relações vazias e maturidade emocional. Num texto directo, o sacerdote defendeu que muitas escolhas erradas nascem menos da falta de carácter e mais do receio de estar só.
A publicação parte de uma ideia central: a solidão não deve ser confundida com abandono. Pelo contrário, pode ser um lugar de paz, consciência e liberdade interior.
O medo de estar só pode levar a escolhas erradas
Logo no início da reflexão, Ricardo Esteves apontou para um comportamento que considera cada vez mais comum: aceitar pouco, apenas para evitar o vazio.
Nas redes sociais, escreveu: 𝗦𝗲 𝗿𝗲𝗽𝗮𝗿𝗮𝗿𝗲𝘀 𝗯𝗲𝗺, 𝗯𝗼𝗮 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗱𝗼𝘀 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗼𝘀 𝗺𝗮𝗶𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗲𝗿𝗿𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗲𝘁𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗻𝗮 𝘃𝗶𝗱𝗮 𝗻𝗮̃𝗼 𝗻𝗮𝘀𝗰𝗲𝗺 𝗱𝗮 𝗳𝗮𝗹𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗰𝗮𝗿𝗮́𝘁𝗲𝗿, 𝗺𝗮𝘀 𝗱𝗼 𝗽𝗮𝘃𝗼𝗿 𝗱𝗮 𝘀𝗼𝗹𝗶𝗱𝗮̃𝗼.
Depois, o padre concretizou essa ideia com exemplos do quotidiano emocional. Segundo o próprio, muitas pessoas acabam por aceitar situações que as ferem.
Assim, afirmou: 𝗔𝗰𝗲𝗶𝘁𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗺𝗶𝗴𝗮𝗹𝗵𝗮𝘀 𝗲𝗺𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀, 𝗿𝗲𝗹𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗳𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝘀, 𝘁𝗼𝗹𝗲𝗿𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗳𝗮𝗹𝘁𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗼𝘂 𝗽𝗿𝗲𝗲𝗻𝗰𝗵𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗮 𝗮𝗴𝗲𝗻𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗲𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼𝘀 𝘃𝗮𝘇𝗶𝗼𝘀.
A solidão vista como paz, não como abandono
Contudo, a reflexão não fica apenas na crítica às relações mal escolhidas. Ricardo Esteves falou também de uma espécie de medo colectivo do silêncio.
Nesse sentido, escreveu: 𝗣𝗮𝗿𝗲𝗰𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗲𝗻𝘃𝗼𝗹𝘃𝗲𝗺𝗼𝘀 𝘂𝗺𝗮 𝗳𝗼𝗯𝗶𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮́ 𝗮 𝘁𝗼𝗿𝗻𝗮𝗿 𝗰𝗿𝗼́𝗻𝗶𝗰𝗮: 𝗮 𝗳𝗼𝗯𝗶𝗮 𝗱𝗼 𝘀𝗶𝗹𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗼, 𝗱𝗮 𝘀𝗼𝗹𝗶𝗱𝗮̃𝗼.
Para o padre, estar sozinho não deve ser visto como derrota afectiva. Pelo contrário, pode ser uma forma de descanso e reencontro interior.
Por isso, acrescentou: 𝗣𝗮𝗿𝗲𝗰𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗶𝗰𝗮𝗿 𝘀𝗼𝘇𝗶𝗻𝗵𝗼 𝘁𝗼𝗿𝗻𝗼𝘂-𝘀𝗲 𝘀𝗶𝗻𝗼́𝗻𝗶𝗺𝗼 𝗱𝗲 𝗮𝗯𝗮𝗻𝗱𝗼𝗻𝗼, 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗻𝗮 𝘃𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲𝘃𝗲𝗿𝗶𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝘀𝗶𝗻𝗼́𝗻𝗶𝗺𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗮𝘇.
O encontro consigo próprio
Ainda assim, Ricardo Esteves reconheceu que a solidão pode assustar. No texto, associou esse medo à dificuldade de enfrentar zonas mais escondidas da própria vida.
Nas suas palavras: 𝗦𝗮𝗯𝗲𝘀, 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗻𝗮̃𝗼 𝘀𝘂𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮 𝗮 𝗽𝗿𝗼́𝗽𝗿𝗶𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗮𝗻𝗵𝗶𝗮, 𝗴𝗲𝗿𝗮𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗳𝗼𝗴𝗲 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮́ 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗻𝗱𝗶𝗱𝗼 𝗱𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗮 𝗽𝗿𝗼́𝗽𝗿𝗶𝗮 𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲… 𝗼 𝗺𝗲𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗲𝗻𝗳𝗿𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿 𝗼𝘀 𝗽𝗿𝗼́𝗽𝗿𝗶𝗼𝘀 𝘃𝗮𝘇𝗶𝗼𝘀, 𝘁𝗿𝗮𝘂𝗺𝗮𝘀 𝗲 𝗮𝘀 𝘃𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗼 𝗱𝗶𝗮 𝗮 𝗱𝗶𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗴𝘂𝗲 𝗮𝗯𝗮𝗳𝗮𝗿.
Depois, o sacerdote apresentou a solidão escolhida como sinal de força. Não se trata de isolamento, mas de maturidade.
Assim, sublinhou: 𝗣𝗿𝗼𝗰𝘂𝗿𝗮𝗿 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗿 𝘀𝗼́, 𝗽𝗼𝗿 𝘃𝗲𝘇𝗲𝘀, 𝗲́ 𝘂𝗺 𝗮𝗰𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗼𝗱𝗲𝗿 𝗲 𝗺𝗮𝘁𝘂𝗿𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲𝗺𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹, 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗲𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗻𝗼𝘀𝗰𝗼 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗼𝘀 𝗲́ 𝘁𝗮̃𝗼 𝘃𝗶𝘁𝗮𝗹 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗶𝗿𝗮𝗿.
Relações por escolha, não por carência
Além disso, Ricardo Esteves ligou a paz interior à liberdade de escolher melhor quem entra na nossa vida.
Na publicação, escreveu: 𝗤𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝘁𝘂𝗮 𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮́ 𝗲𝗺 𝗽𝗮𝘇, 𝘀𝗮𝗯𝗲𝘀, 𝗴𝗮𝗻𝗵𝗮𝘀 𝘂𝗺𝗮 𝗹𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗵𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝘀𝗲́𝗿𝗶𝗲.
Logo depois, reforçou que a relação deixa de nascer da falta. Passa a nascer de uma escolha mais limpa.
Por isso, afirmou: 𝗗𝗲𝗶𝘅𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝘁𝗲 𝗿𝗲𝗹𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗿 𝗽𝗼𝗿 𝗻𝗲𝗰𝗲𝘀𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲, 𝗽𝗼𝗿 𝗰𝗮𝗿𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗼𝘂 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗮𝗽𝗮𝗿 𝗯𝘂𝗿𝗮𝗰𝗼𝘀, 𝗲 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝘀 𝗮 𝗿𝗲𝗹𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗿-𝘁𝗲 𝗽𝗼𝗿 𝗱𝗲𝘀𝗲𝗷𝗼 𝗲 𝗮𝗱𝗺𝗶𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗿𝗲𝗮𝗹… 𝗻𝗼 𝗳𝘂𝗻𝗱𝗼 𝗮𝗯𝗮𝗻𝗱𝗼𝗻𝗮𝘀 𝗮 𝗽𝗿𝗼𝘀𝘁𝗶𝘁𝘂𝗶𝗰̧𝗮𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝘁𝗲𝘂𝘀 𝘃𝗮𝘇𝗶𝗼𝘀.
Só deve ficar quem acrescenta
Por fim, o padre Ricardo Esteves deixou uma mensagem sobre amor-próprio e exigência emocional. Para o sacerdote, quem está bem consigo não aceita qualquer presença.
Nesse ponto, escreveu: 𝗤𝘂𝗲𝗺 𝘀𝗲 𝗯𝗮𝘀𝘁𝗮 𝗻𝗮̃𝗼 𝗮𝗰𝗲𝗶𝘁𝗮 𝗾𝘂𝗮𝗹𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗿𝗲𝗹𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼.
Depois, completou: 𝗦𝗲 𝘁𝘂 𝗳𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗮 𝘁𝘂𝗮 𝗺𝗲𝗹𝗵𝗼𝗿 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗮𝗻𝗵𝗶𝗮, 𝘀𝗼́ 𝘃𝗮𝗶𝘀 𝗾𝘂𝗲𝗿𝗲𝗿 𝗱𝗼 𝘁𝗲𝘂 𝗹𝗮𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝘀𝗼𝗺𝗮, 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗮𝗰𝗿𝗲𝘀𝗰𝗲𝗻𝘁𝗮… 𝗻𝗮̃𝗼 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝘁𝗲 𝗱𝗶𝗺𝗶𝗻𝘂𝗶.
A reflexão terminou com uma ideia simples, mas forte, sobre a forma como cada pessoa se relaciona consigo própria.
Ricardo Esteves concluiu: 𝗦𝗮𝗯𝗲𝘀, 𝗮 𝘀𝗼𝗹𝗶𝗱𝗮̃𝗼 𝘀𝗼́ 𝗮𝘀𝘀𝘂𝘀𝘁𝗮 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗻𝗮̃𝗼 𝗮𝗽𝗿𝗲𝗻𝗱𝗲𝘂 𝗮 𝗵𝗮𝗯𝗶𝘁𝗮𝗿 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗶𝗴𝗼 𝗽𝗿𝗼́𝗽𝗿𝗶𝗼.
Ainda na mesma publicação, deixou a habitual mensagem final: 𝗨𝗺 𝗱𝗶𝗮 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗳𝗲𝗹𝗶𝘇 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗰𝗼𝗺 𝗗𝗲𝘂𝘀 𝗻𝗼 𝗰𝗼𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼🙏❤️🍀
