Padre Ricardo Esteves deixa reflexão sobre o amor verdadeiro: “O orgulho afasta mas a disposição para crescer aproxima corações”, disse.
O Padre Ricardo Esteves voltou a usar as redes sociais para deixar uma reflexão sobre relações, mudança e crescimento a dois.
Desta vez, o sacerdote centrou a mensagem numa ideia simples, mas nem sempre fácil de aplicar: amar alguém não significa ignorar tudo aquilo que magoa.
Pelo contrário, na reflexão partilhada, o amor verdadeiro aparece ligado à vontade de crescer e de corrigir comportamentos que podem ferir quem está ao nosso lado.
Amar não significa encontrar alguém sem falhas
O Padre Ricardo Esteves começou por afastar a ideia de que uma relação saudável é construída por duas pessoas sem problemas ou limitações.
“Sabes… o amor verdadeiro não existe para eliminar falhas mas para despertar em ti a disposição para crescer.”
Na sua reflexão, o sacerdote recordou que ninguém chega a uma relação completamente preparado.
“Nenhuma relação ou casamento é formado por duas pessoas prontas.”
Cada pessoa, sublinhou, transporta consigo uma história, hábitos e diferentes formas de reagir às situações.
“Somos todos marcados por hábitos, feridas, limitações e maneiras erradas de reagir que aprendemos ao longo da vida, mas existe uma diferença importante entre quem apenas diz que ama e quem realmente ama.”
É precisamente nessa diferença que assenta grande parte da mensagem partilhada pelo Padre Ricardo Esteves.
“Quem ama não se torna perfeito da noite para o dia”
Para o sacerdote, amar não implica uma mudança instantânea. No entanto, exige consciência sobre o impacto das próprias atitudes.
“Quem ama não se torna perfeito da noite para o dia, mas decide não permanecer igual quando percebe que as suas atitudes magoam a pessoa que escolheu para partilhar a vida.”
A mudança, acrescentou, não deve ser entendida como uma perda de identidade.
“Mudar, sabe que não é perderes a própria identidade. É reconheceres que alguns comportamentos precisam ser ajustados para protegeres aquilo que tem valor.”
O Padre Ricardo Esteves deixou ainda claro que esta responsabilidade não deve ficar apenas de um dos lados da relação.
“Isso vale para a esposa e para o marido.”
Relações fortes também atravessam problemas
Outro dos pontos centrais da publicação passou pela forma como os casais enfrentam as dificuldades.
Segundo o sacerdote, uma relação saudável não é aquela onde os problemas nunca aparecem.
“Relacionamentos saudáveis não sobrevivem porque nunca enfrentam problemas.”
A diferença, escreveu, está na forma como duas pessoas escolhem lidar com esses momentos.
“Eles permanecem fortes porque duas pessoas escolhem, repetidamente aprender, amadurecer e fazer mudanças necessárias para continuarem a caminhar juntos.”
Assim, a permanência não surge como algo automático. Na reflexão do Padre Ricardo Esteves, resulta de escolhas repetidas e de uma disponibilidade para aprender com aquilo que corre menos bem.
A pergunta que muda quando existe amor genuíno
Já numa fase mais íntima da mensagem, o sacerdote colocou duas perguntas em confronto.
A primeira nasce da resistência à mudança. A segunda parte da vontade de fazer a relação crescer.
“Quando existe amor genuíno, a pergunta deixa de ser: porque é que tenho de mudar?”
Logo depois, completou a reflexão:
“E passa a ser: o que posso eu melhorar para que a pessoa que amo se sinta mais segura, respeitada e amada ao meu lado?”
Para o Padre Ricardo Esteves, a forma como alguém responde a esta questão pode revelar muito sobre a importância que dá à relação.
Padre Ricardo Esteves fala sobre orgulho e crescimento
A terminar a reflexão, o sacerdote voltou a colocar o foco no efeito que as escolhas individuais podem ter num casal.
“Porque quem valoriza uma relação entende que o orgulho afasta mas a disposição para crescer aproxima corações.”
Por fim, deixou a habitual mensagem de fé a quem o acompanha.
“Um dia muito feliz para todos sempre com Deus no coração 🙏❤️🍀”
Na publicação, o Padre Ricardo Esteves não apresentou o amor como ausência de falhas. Pelo contrário, falou da capacidade de reconhecer erros e da vontade de não permanecer igual quando as atitudes ferem quem se ama.
Veja a publicação AQUI.
