Pedrito de Portugal nas Caldas: “A praça esgotou com grandes aficionados para me verem no meu regresso”

Pedrito de Portugal nas Caldas: “A praça esgotou, com grandes aficionados para me verem no meu regresso”, ontem, a 15 de agosto de 2025 na Praça de Touros das Caldas da Rainha, após as suas duas faenas frente a uma plateia completamente esgotada. 

“Fico contente pela afición ter respondido e eu poder ter dado alguns muletazos na minha linha”

Acerca das suas faenas e análise dos dois touros que toureou, da ganadaria Manuel Veiga, Pedrito fez a sua análise ao Infocul.pt e Tauromaquia.com.pt após a corrida: “Completamente diferentes. O primeiro porque não tinha investida, era manso, reservado”

Segue o tema também, referindo a praça e correlação com o toureio: “Eu acho que ele aproveitou também o ruedo estar em péssimo estado. Não se pode tourear assim numa praça. Aliás, eu acho que nem é bom nem para os cavalos. Porque os touros acabam por não andar, ficam agarrados ao chão”.

“E este, pelo menos, já teve umas arrancadas mais definidas, com mais transmissão desde o princípio. Mas a verdade é que depois, o fundo deles, acaba também por não ter raça, e acabam por não ter uma faena mais prolongada, e acabou por ter a mesma condição de metade da faena para a frente do que o outro desde o início”, afirma Pedrito face à raça e qualidade dos seus dois oponentes.

“Não há palavras para transmitir a felicidade que eu sinto e a gratidão”

Quando inquirido acerca do sentimento e intensidade que este regresso comporta, passados alguns anos, Pedrito declarou: “Bom, o sentimento é sempre de alegria e gratidão, pelos aplausos do público. Hoje a praça esgotou, com grandes aficionados para me verem no meu regresso. Não há palavras para transmitir a felicidade que eu sinto e a gratidão por toda a afición que me segue durante todos estes anos e que ainda continuam à espera das minhas grandes faenas”.

“Mas claro, quando não há matéria-prima é muito difícil. Mas pronto, quando se toureia pouco, acaba por haver menos oportunidades em termos de matéria-prima, porque toureando cem corridas, podem haver 20 em que os touros não invistam, mas depois há as outras 60 que acabam por apagar e esquecer os outros 20 que não investiram”, continua.

“Se não se reúnem as condições para que haja êxito, eu prefiro não tourear”

O matador de touros ainda refere: “Mas eu fico contente pela afición ter respondido e eu poder ter dado alguns muletazos na minha linha, no estilo das minhas faenas, pena não ter sido mais prolongado e que o touro tivesse aguentado mais”.

É sempre uma questão ver Pedrito em Portugal, e em maior número de praças e aparições. Quando questionado sobre esse tema, respondeu: “Sim, claro, nunca me retirei. A questão é que se não se reúnem as condições para que haja êxito, eu prefiro não tourear. Mas obviamente, ter boas praças, bons cartéis, têm que ser os empresários a fazerem parte dessa decisão”.

Leia também: Pedrito de Portugal regressa às arenas e rouba atenções nas Caldas da Rainha

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