Pedro Chagas Freitas defende a leveza como forma de resistir: “Faz-te de maluco”

Pedro Chagas Freitas defende a leveza como forma de resistir: “Faz-te de maluco”, assinalou o escritor nas redes sociais.

Pedro Chagas Freitas voltou a usar as redes sociais para deixar uma reflexão curta, mas com leitura imediata. Desta vez, o escritor falou sobre sanidade, leveza e a necessidade de brincar com a vida antes que a vida pese demais.

A publicação parte de uma ideia simples: às vezes, é preciso sair do lugar sério onde tudo nos aperta para não perder o equilíbrio por dentro.

A loucura como gesto de sobrevivência

No texto partilhado nas redes sociais, Pedro Chagas Freitas começa por defender que há uma espécie de lucidez em não levar tudo demasiado a sério.

“Às vezes temos de nos fazer de malucos para não ficarmos malucos. Se não brincarmos com a insanidade, ela brinca connosco.”

A frase dá o tom à publicação. Mais do que incentivar a distração, o autor aponta para a leveza como forma de proteção emocional.

Dançar no supermercado e falar ao espelho

Depois, Pedro Chagas Freitas transforma a ideia em imagens simples do quotidiano. A reflexão passa pelo gesto inesperado, pelo humor e pela capacidade de quebrar a rigidez dos dias.

“Não tenhas problemas: faz-te de maluco: dança na fila do supermercado, dá os bons dias ao espelho. Deixa a vida rir-se contigo antes de que ela se ria de ti.”

Assim, o texto sugere uma forma de resistência sem dramatismo. Rir, dançar ou falar sozinho deixam de ser sinais de fuga e passam a ser pequenos atos de presença.

“Ainda és humano”

Na parte final, o escritor deixa uma leitura mais funda sobre a pressão de estar sempre bem, sempre certo e sempre controlado.

“Os que se fazem de malucos sabem que a sanidade não é um direito; é um castigo para quem leva tudo a peito.”

Por fim, Pedro Chagas Freitas fecha a publicação com um conselho direto.

“Faz-te de maluco. É assim que vais lembrar-te de que ainda és humano.”

Desta forma, a mensagem não pede grandes mudanças. Pede apenas que se perca, por instantes, a obrigação de parecer inteiro. E talvez seja aí, nessa pequena desordem, que a vida volte a respirar.

Veja a publicação AQUI.

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