Pedro Chagas Freitas escreve sobre depressão e amor: “A escuridão adapta-se”

Pedro Chagas Freitas escreve sobre depressão e amor: “A escuridão adapta-se”, assinalou o escritor, nas redes sociais.

Pedro Chagas Freitas partilhou, este sábado, 25 de julho, uma reflexão sobre a depressão, a solidão e a importância das relações humanas.

Nas redes sociais, o escritor descreveu a perda progressiva de esperança e de vontade, antes de apontar o amor como uma possibilidade de rutura com a “escuridão”.

“O inferno verdadeiro é frio”

Pedro Chagas Freitas começou por defender que os períodos mais sombrios não são definidos apenas pela ausência de luz, mas pela falta de afeto.

“A escuridão não é a ausência de luz; é a ausência de amor.”

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De seguida, o escritor retratou a solidão como um processo silencioso, capaz de retirar gradualmente a vontade de continuar.

“O inferno verdadeiro é frio, é o silêncio de uma casa onde ninguém se importa, é o olhar vazio de quem já desistiu, é a frieza educada de relações sem afeto. A solidão não mata de imediato; corrói, apaga aos poucos a necessidade de existir.”

Pedro Chagas Freitas descreve avanço da depressão

Na mesma publicação, Pedro Chagas Freitas comparou a forma como a depressão se instala à propagação de um vírus.

“A depressão instala-se como um vírus.”

O escritor desenvolveu depois essa ideia, descrevendo diferentes etapas de um afastamento progressivo em relação à vida.

“Primeiro, deixas de esperar. Depois, deixas de querer. Por fim, já nem sentes falta. É assim que morremos sem morrer.”

A mesma passagem surge também destacada numa imagem associada à obra Benjamim e os dias cheios de nada.

“Até a luz começa a parecer agressiva”

Pedro Chagas Freitas prosseguiu a reflexão ao abordar a forma como uma pessoa poderá habituar-se à ausência de afeto.

“O problema da escuridão é que se adapta.”

Segundo o escritor, essa adaptação pode fazer com que até uma eventual aproximação seja recebida com desconforto.

“Quando entras nela, até a luz começa a parecer agressiva, desconfortável. Aprendes a viver sem amor. Deixas de precisar, deixas de procurar. A saída é um gesto, um toque, um instante de ligação, o amor.”

Amor surge como interrupção

Na parte final da publicação, Pedro Chagas Freitas colocou o amor no centro de uma possível mudança.

“O amor é uma interrupção na escuridão.”

Por fim, o escritor defendeu que um pequeno gesto poderá ser suficiente para recordar a importância da ligação aos outros.

“Uma pequena interrupção das trevas é tudo o que basta para te lembrares do quanto precisas da luz.”

Veja a publicação AQUI.

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