Pedro Chagas Freitas defende a “ostentação da bondade” e desafia o cinismo atual, através das suas redes sociais.
Escritor partilha reflexão contundente nas redes sociais
Pedro Chagas Freitas recorreu às redes sociais para partilhar um texto de reflexão sobre valores, sociedade e comportamento humano. A publicação destaca-se pelo tom direto e pela defesa assumida da bondade como força transformadora.
Desde logo, o escritor assume uma posição clara e pouco consensual.
“Adoro a ostentação da bondade”
No início do texto, Pedro Chagas Freitas estabelece um contraste entre riqueza e bondade. O autor escreve:
“Adoro a ostentação da bondade. Adoro os excêntricos da bondade.”
Em seguida, explica o impacto social dessa escolha:
“Quando alguém ostenta riqueza, quem o inveja vai querer também ele ser rico.”
Segundo o escritor, esse caminho conduz a competição e desigualdade.
A bondade como contaminação moral
Por outro lado, Pedro Chagas Freitas defende que a bondade gera um efeito oposto. No texto, afirma:
“Quando alguém ostenta bondade, quem o inveja vai querer também ele ser bondoso.”
E acrescenta:
“É uma contaminação moral: uma epidemia do bem.”
Assim, a bondade surge como um estímulo coletivo e não como fator de divisão.
Crítica à desvalorização do bem
Entretanto, o autor aponta a má reputação associada à bondade. Segundo escreve:
“A bondade anda com má reputação. Vêem-na como ingenuidade, como fraqueza, como estratégia de marketing.”
Nesse sentido, considera que o mal ganhou estatuto intelectual:
“O mal parece mais inteligente do que o bem, mais complexo, mais literário, mais interessante.”
Coragem num tempo de cinismo
Para Pedro Chagas Freitas, ser bom exige coragem no contexto atual. O escritor sublinha:
“É preciso coragem para ser bom num tempo em que a maldade tem estatuto, em que o cinismo se instalou como uma forma legítima de inteligência.”
Ainda assim, defende que a inveja da bondade tem um efeito positivo:
“Quando invejamos a bondade, sentimos que podemos vencer.”
Vergonha como ponto de partida para mudar
Mais à frente, o autor aborda o impacto emocional da bondade visível. O texto refere:
“Quando vemos a bondade que o outro fez, temos vergonha da nossa indiferença.”
E conclui essa ideia com uma afirmação forte:
“A vergonha é o primeiro passo para a mudança. Vem muito antes da culpa.”
Um apelo direto à ação
Por fim, Pedro Chagas Freitas lança um desafio claro aos leitores. O escritor escreve:
“Vai. Ostenta. Exibe a tua bondade. Exibe-a com orgulho, com descaramento.”
E termina com uma mensagem provocadora:
“O planeta já tem demasiados discretos da maldade.”
A publicação surge também como divulgação da obra O Hospital de Alfaces, atualmente disponível em hipermercados e livrarias, reforçando o tom humanista que atravessa o trabalho do autor.
Veja a publicação AQUI.

