Pedro Chagas Freitas expõe momento de tristeza: “Não sou indestrutível”

Pedro Chagas Freitas expõe momento de tristeza: “Não sou indestrutível”, escreveu nas suas redes sociais, ontem.

Pedro Chagas Freitas partilhou, nas redes sociais, um texto íntimo sobre tristeza, medo e fragilidade. O escritor falou de um momento vivido depois de deixar o filho na escola e assumiu que nem sempre consegue sentir-se forte.

A publicação parte de uma imagem simples: um pai a observar o filho no recreio. Porém, a partir desse instante, Pedro Chagas Freitas abriu uma reflexão sobre o amor, o receio de não conseguir proteger quem se ama e a necessidade de normalizar a tristeza.

O medo depois de deixar o filho na escola

Logo no início do texto, o escritor revelou o estado emocional em que se encontrava.

Hoje estou triste. Deixei o meu filho na escola, fiquei a vê-lo no recreio a correr. Tive medo do mundo todo naqueles minutos.

Depois, Pedro Chagas Freitas explicou que esse medo nasceu da vontade de proteger o filho de tudo. A frase ganhou peso pela simplicidade com que expôs a vulnerabilidade de ser pai.

Quis protegê-lo de tudo, trazê-lo no bolso comigo, dar-lhe a mão, abraçá-lo todo, para sempre.

Ainda assim, o autor não transformou esse sentimento numa certeza tranquila. Pelo contrário, falou do amor como algo belo, mas também perigoso.

Amar é a estupidez mais linda de sempre, e eu preciso tanto de amar. Fiz o caminho de regresso a chorar sem motivos, que é o motivo mais válido para chorar.

“Amar é um perigo”

Na publicação, Pedro Chagas Freitas questionou a própria incapacidade de controlar aquilo que pode magoar quem ama. O escritor assumiu essa impotência sem tentar suavizá-la.

Quem sou eu senão o falhado que não consegue proteger o filho de tudo o que pode feri-lo? Amar é um perigo.

A partir daí, o texto deixou de ser apenas sobre paternidade. Tornou-se também uma confissão sobre os dias em que a tristeza aparece sem explicação clara.

Hoje estou assim, caído, sem saber bem o que ando aqui a fazer, numa espécie de vazio que me esmaga. Todos temos dias assim. Quis deixar aqui o meu.

Para o autor, a tristeza não deve ser escondida como se fosse uma falha. Deve existir no espaço público sem vergonha.

A tristeza, sobretudo a que não tem explicação, existe e tem de ser normalizada. Todos somos tristeza.

A fragilidade como lugar humano

Pedro Chagas Freitas escreveu ainda sobre a dificuldade de transformar a dor em palavras. Mesmo sendo escritor, admitiu que há momentos em que a linguagem parece falhar.

Não me sei explicar, parece-me. Quando estamos assim, esvaziados, as palavras escasseiam, fogem-nos das mãos, são feitas de uma massa que a dor não consegue moldar.

Depois, a publicação avançou para uma ideia mais ampla. Não se tratava de falta de algo concreto, mas de um estado interior difícil de nomear.

Não me falta nada, e estou triste, apagado. Somos todos uma forma de fracasso, e pode ser essa a maior vitória que temos: sentir o sucesso de sermos fracassos que sobrevivem, quedas andantes.

O escritor deixou claro que não sabe se a tristeza ficará durante todo o dia. Mas quis expô-la sem filtros.

Não sei se vou ficar assim o dia todo, pode ser que não. Quis deixar aqui a minha tristeza, expor a fragilidade.

“Sou incapaz tantas vezes”

Na parte final da publicação, Pedro Chagas Freitas afastou qualquer imagem de invulnerabilidade. A mensagem surgiu como contraponto a uma ideia de força permanente.

Não quero que alguém pense que sou indestrutível, uma máquina de guerra contra a lágrima. Não sou nada disso. Sou incapaz tantas vezes, um monte de lágrimas tantas vezes.

Ainda assim, o texto não termina apenas na dor. O escritor regressou à imagem do filho no recreio e à certeza de ser amado.

Nessas alturas, como agora, volto ao meu filho no recreio, à certeza de amar e de ser amado, de ter pessoas que me querem bem. Sobrevivo.

Por fim, Pedro Chagas Freitas deixou uma frase que fecha a reflexão sem resolver tudo. Apenas aceita o dia como ele é.

Não sei se é isso, sobreviver, a mais perfeita definição de felicidade. Hoje, para mim, é. Amanhã logo veremos.

Com esta publicação, o autor voltou a usar as redes sociais como espaço de exposição emocional. Desta vez, não para dar respostas fechadas, mas para mostrar que a fragilidade também pode ser dita em voz alta.

Veja a publicação AQUI.

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