Pedro Chagas Freitas: “O ego encolhe quando o essencial entra na sala”

Pedro Chagas Freitas: “O ego encolhe quando o essencial entra na sala”, assinalou nas redes sociais.

A fragilidade da vida e o peso do essencial estiveram no centro de uma nova partilha de Pedro Chagas Freitas nas redes sociais.

Desta vez, o escritor falou sobre ego, hospital e a consciência de que tudo pode mudar num instante.

Do ego à realidade hospitalar

Para começar, Pedro Chagas Freitas assume uma mudança profunda na forma como passou a olhar para si próprio.

“Já tive a mania de que era o maior, mas depois vivi meses em corredores de hospital e essa mania passou-me num instante.”

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Assim, aquilo que antes parecia central perdeu relevância perante uma experiência marcante. O autor reconhece que chegou a acreditar que tudo girava em torno da sua obra e da sua imagem.

“Antes, julgava que o mundo girava à volta do que eu fazia, do que eu escrevia, do que diziam de mim.”

No entanto, a realidade impôs outra escala de prioridades.

Quando o essencial entra na sala

Entretanto, o cenário hospitalar trouxe uma nova consciência. O foco deixou de estar no reconhecimento ou na opinião pública. Passou a estar na saúde, na estabilidade e nos pequenos sinais de normalidade.

“Depois, vi que o mundo gira à volta de um corpo que funciona ou não funciona, de uma análise que vem boa ou não vem, de uma noite que passa sem sustos, do sorriso do meu filho quando vê um carro a descer na pista hotwheels em cima da cama do hospital.”

Além disso, o escritor sintetiza essa transformação numa frase curta, mas reveladora:

“O ego encolhe quando o essencial entra na sala.”

Por conseguinte, aquilo que parecia urgente ganha outra dimensão.

A ilusão da importância

Segundo o autor, a perceção de importância pessoal foi abalada por essa vivência. O que antes ocupava o centro das atenções tornou-se secundário.

“O que achávamos urgente torna-se ridículo.”

De forma direta, reforça essa ideia:

“Eu achava-me importante.”

Contudo, a experiência levou-o a reconhecer a fragilidade da condição humana.

“Depois percebi que sou provisório, que quem amo é provisório.”

Assim, a reflexão ultrapassa o plano individual e toca numa dimensão universal.

Uma frase que resume tudo

Por fim, Pedro Chagas Freitas deixa uma conclusão que ecoa para lá da experiência pessoal.

“Somos todos uma notícia à espera de acontecer.”

Desta forma, o escritor recorda que a vida pode mudar sem aviso. E, acima de tudo, que o essencial não está na projeção pública, mas naquilo que realmente sustenta os dias.

Veja a publicação AQUI.

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