Pedro Chagas Freitas olha para o eclipse e deixa recado: «O universo está cheio de maravilhas»

Pedro Chagas Freitas olha para o eclipse e deixa recado: «O universo está cheio de maravilhas», afirmou nas redes.

O eclipse solar desta quarta-feira, 12 de agosto, levou milhares de pessoas a parar por alguns minutos e a olhar para o céu. Pedro Chagas Freitas aproveitou o fenómeno para ir além do acontecimento astronómico e refletir sobre aquilo que tantas vezes passa despercebido precisamente por fazer parte dos nossos dias.

O escritor começou por colocar o extraordinário e o quotidiano frente a frente, lembrando que a ausência das coisas mais simples é muitas vezes aquilo que nos faz perceber o verdadeiro valor que tinham.

«Somos viciados no raro. Quando nos falta o banal, sabemos então que é nele, no mais do mesmo, que está o irrepetível.»

Crianças e adultos podem olhar para o mesmo céu e ver coisas diferentes

Pedro Chagas Freitas encontrou depois nas nuvens uma forma de explicar como a realidade também depende da disponibilidade de cada pessoa para observar.

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«Há adultos que dizem: “olha, hoje o céu está cheio de nuvens”; as crianças dizem: “olha, hoje o céu está cheio de dinossauros, de coelhos, de barcos piratas e de gelados gigantes.” Nenhuma das duas está errada. Uma delas vê mais.»

A diferença, na reflexão do escritor, não está naquilo que existe no céu, mas na capacidade de imaginar, reparar e deixar o olhar demorar-se sobre aquilo que está diante de nós.

Num tempo em que um fenómeno raro como um eclipse consegue interromper rotinas e concentrar atenções, Pedro Chagas Freitas desafia precisamente a transportar essa disponibilidade para os dias comuns.

«Só está à espera que alguém abrande o olhar»

É aí que surge uma das ideias centrais do texto: não faltam acontecimentos ou imagens capazes de provocar espanto. Pode faltar, isso sim, tempo para lhes prestar atenção.

«O universo está cheio de maravilhas; só está à espera que alguém abrande o olhar.»

O eclipse serviu, assim, como ponto de partida para um convite que não termina quando o Sol volta à sua aparência habitual.

Pedro Chagas Freitas concluiu com uma frase curta, deixando o verdadeiro recado para aquilo que acontece depois do fenómeno raro: «Saboreiem o eclipse; saboreiem mais ainda todos os dias sem ele.»

Mais do que celebrar alguns minutos diferentes no céu, o escritor recuperou o valor do banal, daquele quotidiano que parece repetir-se até ao momento em que alguma coisa nos obriga a perceber que também ele é irrepetível.

Veja a publicação AQUI.

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