Pedro Chagas Freitas recorda o avô e celebra nomeação de dois livros ao Prémio Livro do Ano Bertrand

Pedro Chagas Freitas recorda o avô e celebra nomeação de dois livros ao Prémio Livro do Ano Bertrand, nas redes sociais.

Uma memória de infância ligada à livraria

Pedro Chagas Freitas partilhou nas redes sociais um testemunho pessoal marcado pela memória do avô e pela ligação antiga aos livros. O escritor evocou um episódio de infância passado numa livraria Bertrand.

No texto publicado, recorda o momento em que o avô lhe prometeu apresentar “os melhores amigos” que tinha.

“Um dia, era eu uma criança, o meu avô disse-me, com a solenidade habitual, que iria apresentar-me a muitos dos melhores amigos dele. Explicou, com seriedade, que moravam todos ali, naquele lugar, escondidos mas sempre disponíveis. E entrámos de mão dada numa livraria Bertrand.”

Assim, descreve a livraria como um espaço de descoberta e imaginação.

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“Ir à Bertrand era mesmo isso: ir ver os nossos amigos que moravam dentro dos livros. Ir à Bertrand era um acontecimento. Ainda é, ainda é. A Bertrand é livro.”

A paixão pelos livros desde cedo

Além disso, Pedro Chagas Freitas relembra a infância passada entre páginas e personagens.

“Em miúdo, passava o tempo que me deixavam a folhear livros por lá, encostado a um canto, a fazer de conta de que era eu cada personagem de cada livro. Fui muito feliz na livraria. Sou sempre muito feliz em livrarias.”

Depois, reforça a dimensão simbólica desse universo.

“O mundo poderia ser uma livraria. O meu já é, na verdade.”

A propósito da nomeação de dois livros ao Prémio Livro do Ano Bertrand, o autor assume a emoção sentida.

“Poder, agora, estar do lado de cá e ter dois livros nomeados deixa-me feliz. Uma felicidade infantil.”

Uma dedicatória ao avô

Entretanto, o escritor reflete sobre o significado da leitura.

“Acho que é a única viagem que nos tira do lugar: a que nos leva para mais longe e para mais perto de nós. É isso o que o livro faz: faz-nos fugir de nós e ao mesmo tempo ir para mais junto de nós.”

No final da publicação, deixa palavras dirigidas ao avô, já falecido.

“Tenho pena, tenho mesmo, tanta pena, tanta pena, de não ter aqui o meu avô para lhe contar. Sei que iria dar-me os parabéns, abraçar-me, e acabar por dizer algo assim: ‘mereces, Pedrito, mas vê lá se manténs os pés no chão’.”

Contudo, assume que desta vez quer celebrar sem reservas.

“Não vou. Desta vez vou desobedecer-te, avô. Desta vez vou mandar bugiar os pés no chão. Desta vez vou voar um pouco, deixar-me ir um pouco. Até porque duvido muito que consiga, com os pés no chão, encontrar-te agora. Até já, velhote.”

Por fim, o autor convidou os leitores a votarem nos seus livros através do site oficial da Bertrand, no âmbito do Prémio Livro do Ano.

Veja a publicação AQUI.

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