Pedro Flores apresenta disco de estreia: “Trago uma assinatura vocal diferente”

Pedro Flores apresenta disco de estreia: "Trago uma assinatura vocal diferente"

Pedro Flores apresenta disco de estreia: “Trago uma assinatura vocal diferente”, disse em entrevista ao Infocul.pt.

Texto e Entrevista: Rui Lavrador
Fotografias: D.R. / Sony Music Portugal

Pedro Flores lançou, recentemente, o seu primeiro disco de nome homónimo e nele conta com alguns originais e ainda a recuperação de temas icónicos da música portuguesa.

Diogo Clemente foi o produtor deste trabalho e o concerto de apresentação está agendado para dia 3 de Novembro, no Teatro Maria Matos, em Lisboa.

O cantor concedeu uma entrevista ao Infocul, na qual falou sobre a escolha de repertório, as suas influências e ainda sobre alguns aspectos mais pessoais.

- Publicidade -

Neste disco, como já referimos, além de originais, recupera temas de Tony de Matos (“Cartas de Amor” ou “Só Nós Dois”), Francisco José (“Maria Morena Maria”) ou Rui de Mascarenhas (“Maria Helena”).

Pedro, olhando agora para este seu disco, qual a sensação?

É um sonho de há muitos anos tornado realidade. Um projeto que há muito desejo e do qual agora sinto muito orgulho. É o começo do meu caminho na música…

O Pedro tem um timbre muito peculiar e rapidamente identitário. É uma vantagem ou uma grande responsabilidade?

Gosto de pensar que é uma vantagem… No entanto essa vantagem traz também alguma responsabilidade.

Qual das duas versões de ‘Última Lágrima’ prefere?

É muito difícil escolher… acho que as duas têm uma vibração diferente e especial. Gosto muito dos dois arranjos… A versão bónus foi produzida pelo grande músico Tiago Machado e foi gravada em take direto com piano e cordas, por isso foi uma experiência inesquecível.

Não resisto a uma provocação. No disco tem um tema intitulado “Despe-te”. O Pedro prefere “Despir-se” ou “Vestir-se” nas emoções?

Boa pergunta. Gosto de vestir as emoções e despi-las quando as canto.

Recupera temas de Tony de Matos, Francisco José e Rui de Mascarenhas. Gosta deste limbo entre o passado e presente?

Adoro. Achei muito interessante ser um jovem de 2021 a cantar estas historias de amores e desamores dos anos 60. São canções tão boas que são completamente intemporais. 

Olhando para o extremamente povoado mercado musical português, o que pode Pedro Flores trazer de diferente?

Acho que trago uma assinatura vocal diferente com raízes no fado mas que toca também noutros registos. Acima de tudo quero ser uma voz que chegue à alma das pessoas.

É um homem mais emocional ou racional?

Sou mais emocional sem dúvida.

Lembro-me de um concerto seu em que fiquei com uma ideia de ser tímido frente ao público. Confirma ou é algo que tem estado a trabalhar para melhorar?

Sempre fui muito tímido. É algo que tenho andado a trabalhar muito e estou bastante mais relaxado e à vontade em palco.

O disco conta com o selo da Sony Music. Considera que é mais fácil para se dar a conhecer ou por outro lado aumenta-lhe a responsabilidade, por ter consigo uma das maiores editoras?

Considero um grande privilégio estar na família Sony. A Paula Homem apostou em mim e trabalho com uma equipa incrível que tudo faz para me promover e fazer crescer como artista.

Fora dos palcos e para quem não o conhece, quem é o Pedro e o que gosta de fazer?

Adoro cozinhar e receber. Sou uma pessoa que, apesar de tímido, considero-me muito sociável e gosto muito de me divertir e conhecer pessoas.

Em termos musicais, lembra-se da primeira vez que cantou em público e o que cantou?

Sim. Fui descoberto na escola a cantar fado pelos corredores e a professora de educação musical fez-me cantar a marcha “Cheira bem, cheira à Lisboa” no auditório, para toda a gente. Ainda por cima, o meu pai chegou a atrasado e obrigou-me a cantar outra vez… [sorri]

Alguma crítica que o tenha magoado profundamente?

Até agora não…. Acho muito importante ouvir as críticas. Hoje em dia com as redes sociais também é importante saber filtrar.

Quais os artistas que o inspiram?

Carlos do Carmo, Ricardo Ribeiro, Camané, António Zambujo, Miguel Araújo, Jorge Palma, Paulo Gonzo, Lin Cortés…

Dia 3 apresenta o disco em Lisboa. O que pode revelar do espectáculo?

Vai ser uma noite muito especial para mim pois é o meu primeiro concerto a apresentar um trabalho editado. Será um ambiente muito intimista com as musicas do álbum e algumas novidades, como alguns temas originais que ainda estão para ser gravados e lançados.

Terá convidados?

Desta vez não…

Quem serão os músicos que o irão acompanhar?

Vai ser um elenco de luxo!

Guitarra Portuguesa: Pedro Viana

Viola/Guitarra elétrica/Guitalele: Bernardo Viana

Baixo: Frederico Gato

Percussão: Miroca Paris

Piano: Manel Oliveira

Por fim, voltando ao disco, tem um tema cantado em castelhano, “Te Extraño”. É um idioma que gosta de cantar? O que mais gosta na música hispânica e latina?

Sim, a minha avó materna é espanhola e vive em Madrid com o meu avô. A minha infância foi passada entre Madrid e Lisboa, por isso,  a língua Espanhola chega-me da mesma maneira que a Portuguesa. Esta enorme canção é talvez a que traz mais responsabilidade no álbum porque apesar de ser do mexicano Armando Manzanero foi gravada por muitos grandes cantores espanhóis. É um idioma que gosto muito de cantar porque tem palavras muito abertas que trazem com elas uma sonoridade especial e é um país que valoriza muito os artistas locais e as suas raízes.  

Deixamos aqui o Alinhamento do disco, que conta com o selo da Sony Music Portugal:

  1. Procuro e Não Te Encontro    
  2. Leonor    
  3. Maria Helena    
  4. Última Lágrima    
  5. Despe-te Agora    
  6. Palavras Minhas    
  7. Cartas de Amor    
  8. Mentirosa    
  9. Maria Morena Maria    
  10. Te Extraño    
  11. Só Nós Dois    
  12. Última Lágrima (Piano & Cordas)
- Publicidade -

Destaques

Stands do Rock in Rio Lisboa mostram o festival que acontece entre concertos

Stands do Rock in Rio Lisboa mostram o festival...

Samuel Úria levou a palavra ao Digital Stage do Rock in Rio Lisboa

Samuel Úria levou a palavra ao Digital Stage do...

Cypress Hill param concerto no Rock in Rio Lisboa após fã sentir-se mal no público

Cypress Hill param concerto no Rock in Rio Lisboa...

The Pretty Reckless estreiam-se em Portugal com rock puro no Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa

The Pretty Reckless estreiam-se em Portugal com rock puro...
- Publicidade -

Reportagens

- Publicidade -

Artigos relacionados