Rebeca Caldeira reage a António Leal e Silva após comentário sobre terapia: “Ninguém sabe a vida dos outros”

Rebeca Caldeira reage a António Leal e Silva após comentário sobre terapia: “Ninguém sabe a vida dos outros”, afirmou.

As palavras de António Leal e Silva no V+ Fama continuam a gerar reação nas redes sociais.

O comentador pronunciou-se, na emissão de 15 de maio do canal V+ TVI, sobre uma entrevista de Rebeca Caldeira à Nova Gente, onde a influenciadora digital falou sobre terapia e sobre a importância desse acompanhamento na adaptação à sua nova vida pública.

Comentário de António Leal e Silva gera polémica

Durante a análise no V+ Fama, António Leal e Silva considerou exagerada a forma como o tema foi apresentado.

O comentador afirmou:

“Acho um bocadinho exagero e ainda por cima no caso dela em concreto, não é só ela, mas de outras pessoas, só se expõe quem quer”

A opinião não passou despercebida. Rebeca Caldeira reagiu no Instagram, mas não foi a única. Kiko is Hot também entrou no debate e criticou o tom usado no programa.

Kiko is Hot responde com ironia

Nas redes sociais, Kiko is Hot começou por reagir de forma irónica às palavras de António Leal e Silva.

“Eu concordo [com o António Leal e Silva] porque este senhor é exímio. Ele está na televisão e ele nunca diz disparates nenhuns”

Depois, o influenciador digital mostrou vários comentários polémicos do rosto do V+ Fama e voltou a usar a ironia para sublinhar a sua discordância.

“Até agora ele só está a dizer verdades. Quem é que ia para a terapia porque se está a sentir inseguro com o seu corpo, com o que as pessoas estão a dizer? Para mim, terapia é só para malucos. Quando tu dizes que não há racismo no JNcQUOI, imagina, que ridículo”

Kiko is Hot dirigiu-se ainda ao painel do programa, composto por Adriano Silva Martins, António Leal e Silva, Pimpinha Jardim e Guilherme Castelo Branco.

“Quem é a Rebeca? Comparados com a Rebeca… são as quatro pessoas mais famosas. Eles sim, precisariam de terapia. Isto é tão ridículo”

Além da crítica, o influenciador aproveitou o vídeo para alertar para a importância da saúde mental e da terapia.

Rebeca Caldeira esclarece entrevista

Também esta segunda-feira, 18 de maio, Rebeca Caldeira usou o Instagram para responder à forma como a sua entrevista foi comentada.

A influenciadora começou por destacar aquilo que considera ser uma ideia errada sobre quem tem direito a procurar apoio psicológico.

“Por onde começar… esta semana descobri uma coisa curiosa: aparentemente há pessoas que acham que terapia só faz sentido se fores ‘mesmo famoso’. Caso contrário ‘não aceitam’”.

Depois, Rebeca esclareceu que a frase associada à entrevista não corresponde ao que disse.

“Durante quase 20 minutos comentaram uma entrevista minha a desvalorizar completamente o facto de eu ter procurado apoio psicológico. E tudo isto baseado num título que eu nunca disse. Eu nunca disse a frase ‘fiz terapia para lidar com a fama’. O que eu disse foi que procurei apoio especializado para lidar melhor com várias coisas da minha vida entre elas a minha ‘nova vida’… e outros temas pessoais. Não consigo perceber porque é que isto parece assim tão descabido”

“Procurar ajuda não devia ser motivo de crítica”

Na mesma publicação, Rebeca Caldeira centrou a resposta no essencial: a forma como ainda se fala de terapia em determinados espaços públicos.

A influenciadora lamentou o tom de gozo e defendeu que pedir ajuda não deve ser visto como fraqueza.

“Mas agora o mais importante e focando no essencial: o que retiro disto é que é mesmo triste que ainda se fale de terapia com este tom de gozo. Como se pedir ajuda fosse sinal de fraqueza, exagero ou egocentrismo (como foi dito durante este momento). Como se só algumas pessoas tivessem direito a cuidar da saúde mental. Disseram coisas como ‘vai trabalhar para um supermercado’, ‘agora toda a gente faz terapia’ (mas num tom de gozo), ‘não vais à terapia porque te chamaram gorda ou estúpida’. Mas a verdade é que ninguém sabe a vida dos outros. Ninguém sabe o que uma pessoa vive, o que carrega, o que sente ou o que está a tentar resolver dentro dela. Procurar ajuda não devia ser motivo de crítica. Devia ser visto com normalidade. E escolher uma profissão não significa que automaticamente sabemos lidar com tudo o que vem com ela. Isso acontece em qualquer trabalho!”

A mensagem termina com uma defesa clara da normalização da terapia e do acompanhamento psicológico.

“Acho sinceramente que se mais pessoas olhassem para a terapia sem preconceito, talvez houvesse menos vergonha em pedir ajuda. E isso podia fazer muito bem a muita gente”

Assim, uma análise televisiva acabou por abrir uma discussão mais ampla nas redes sociais. No centro está a forma como se olha para a saúde mental, para a exposição pública e para o direito de qualquer pessoa procurar ajuda.

Veja este momento AQUI e AQUI.

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Tiago Santos
Tiago Santos
Colaborador na área da redação de artigos no site Infocul.pt. Gosto particular pelas áreas da televisão, social & lyfestile.

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