Renata Reis descreve luto “confuso” após morte de Maycon Douglas: “Não sei como lidar com isto”, assinalou em entrevista.
Empresária fala à TV 7 Dias sobre culpa, negação e o peso de manter a vida profissional
“Não sei como lidar com isto.” A frase resume o testemunho de Renata Reis, que voltou a falar à TV 7 Dias sobre o impacto emocional da morte de Maycon Douglas. O relato surge na continuação de uma entrevista marcada pela franqueza e pela exposição de um luto ainda em estado bruto.
Apesar de se definir como alguém “muito prática e lógica”, Renata admite ter sido apanhada de surpresa pela intensidade das emoções. A dificuldade em aceitar a realidade levou-a a procurar respostas onde pôde.
Como revelou:
“É muito confuso porque já estive completamente em negação. (…) No dia do funeral cai-me a ficha e depois passo dias na cama sem energia”
Culpa por sorrir e medo de esquecer
Ao longo da conversa, Renata Reis descreve uma instabilidade emocional constante. Entre períodos de apatia total, surgem momentos de energia que rapidamente dão lugar à culpa.
Segundo contou:
“Depois do nada tenho energia, estou a rir-me e penso que não o posso fazer, sinto-me culpada. (…) Há momentos em que me estou a distrair e depois sinto-me culpada por me esquecer.”
A empresária reconhece que nunca tinha enfrentado a perda de alguém tão próximo. A ausência de ferramentas emocionais torna o processo ainda mais difícil.
“Não sei como lidar com isto.”
Apoio psicológico torna-se essencial
Perante este cenário, Renata sublinha a importância do acompanhamento profissional. A empresária já tinha recorrido a ajuda psicológica após a saída de um reality show, devido à pressão da exposição pública.
Como explicou:
“Eu comecei a crescer muito (…) percebi que não tinha bases para isso”
Agora, esse apoio tornou-se ainda mais necessário para enfrentar o luto e a instabilidade emocional.
Entre o luto e a responsabilidade profissional
Paralelamente à dor pessoal, Renata enfrenta a ansiedade de manter a sua vida profissional ativa. A incapacidade de cumprir rotinas entra em choque com as exigências de quem gere um negócio e equipas.
A empresária confessou:
“Há dias que eu não saio do sofá (…) Eu tenho pensado que tenho de trabalhar, tenho pessoas a trabalhar comigo, tenho ordenados para pagar”
O receio de falhar profissionalmente junta-se ao sofrimento emocional:
“Tenho muito medo de perder tudo.”
O trabalho como escape possível
Ainda assim, quando consegue concentrar-se, o trabalho surge como um refúgio temporário. Em meio à incerteza, torna-se uma forma de sobrevivência emocional.
Renata concluiu:
“O trabalho ajuda-me muito, tem sido um escape.”
O testemunho traça o retrato de um luto vivido sem filtros, onde culpa, medo e responsabilidade coexistem. Um processo ainda em curso, marcado pela tentativa de encontrar equilíbrio num momento de profunda fragilidade.
