Samuel Úria conquistou Grândola no Encontro da Canção de Protesto, em concerto realizado na noite de ontem.
Fotografias: Nuno Tátá
Na noite de sábado, 7 de junho, Samuel Úria levou ao palco do Jardim 1.º de Maio, em Grândola, um concerto que marcou a reta final do segundo dia do Encontro da Canção de Protesto 2025. A atuação teve como foco o seu mais recente trabalho, “2000 A.D.”, e confirmou o cantautor como uma das vozes mais criativas da música de intervenção contemporânea.
O espetáculo decorreu num ambiente intimista, mas carregado de simbolismo, como pedia a ocasião. Com o evento dedicado ao Processo Revolucionário em Curso, à Descolonização e aos novos desafios da liberdade de expressão, Samuel Úria trouxe à cena uma perspetiva lírica atual, crítica e poética.
Eis o alinhamento completo da noite:
- 2000 A.D.
- Canção de Águas Mil
- Tema Triste
- Mulher, Eu Sei
- Era de Ouro
- Para Ninguém
- Fica Aquém
- Lenço Enxuto
- Ossos dos Ofícios
- Vídeo-Maria
- A CONTENÇÃO
- Não arrastes…
- Kuchisabishii
- Um Adeus Português
- Fusão
- Crying
- É Preciso Que Eu…
Entre canções, Samuel Úria foi partilhando pensamentos, memórias e reflexões sobre o poder da música na sociedade.
Assim, o concerto foi um gesto de resistência poética e um contributo relevante para o debate cultural que o Encontro da Canção de Protesto pretende fomentar.
Ao longo da atuação, Samuel Úria mostrou porque é uma figura cada vez mais central na música portuguesa, capaz de unir tradição e modernidade numa linguagem própria.
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