Quarta-feira, Outubro 27, 2021

Santa Casa Alfama: Miguel Moura com concerto visceral

Santa Casa Alfama: Miguel Moura com concerto visceral

Santa Casa Alfama: Miguel Moura com concerto visceral, no segundo e último dia da 9ª edição do festival de fado.

Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Rute Nunes & Carlos Pedroso

Miguel Moura abriu as actuações no Palco Santa Casa, frente a uma considerável moldura humana, iniciando o espectáculo com ‘Meu Alentejo’, adaptando a letra original a Moura, de onde é natural.

Foi neste tema, de forma instantânea, que o jovem alentejano agarrou o público, mesmo perante o nervosismo indisfarçável, por estar em tão grande palco.

Destacar ainda os excelentes músicos que o acompanharam, que souberam entender Miguel e permitir que a voz dele voasse nas asas dos seus instrumentais. Esteve acompanhado por André Dias, Bernardo Viana, Carlos Pires, Jorge Silva, Gonçalo Martins e Rogério Caixinha.

Miguel Moura estreou-se no Santa Casa Alfama no ano passado, actuando no rooftop do Terminal de Cruzeiros, tendo este ano recebido o convite, e confiança, da produção para actuar no principal palco do certame.

E bendita a hora o fizeram, porque Miguel Moura canta com a pureza de um coração humilde, que vem das suas raízes. Está a dar os primeiros passos mediáticos e terá de ter tempo para errar e crescer.

Não aconteceu neste espectáculo, porque quem canta com o coração nunca erra. A arte vive da verdade com que é feita e nada há de mais verdadeiro do que um coração puro.

Escolheu um alinhamento muito bem conseguido, com diferentes tonalidades emocionais e percorrendo aquilo que são os seus gostos e influências musicais.

Como se diz no Alentejo, Porra! Foi para lá de bom e ficou a certeza de que Miguel tem tudo para dar certo.

Do alinhamento há a destacar alguns momentos, como os dois temas em que contou com a presença do Grupo Coral Bafos de Baco, além de ter estreado aquele que será o seu novo single, um fado intitulado “Nossa Senhora do Carmo”.

A amplitude da alma artística de Miguel Moura é toda entregue ao público através da sua voz, tendo neste concerto levado várias pessoas do público a emocionarem-se e lagrimejarem. E é para isto que a Arte existe: Para emocionar!

Alinhamento:

-Meu Alentejo
-Pica do 7
-Maria Lisboa
-Amor Maior
-Mano-a-Mano
-É ou não É
-Tenho de Abalar (com o Grupo Coral Bafos de Baco)
-Nossa Senhora do Carmo (com o grupo Coral Bafos de Baco) [ndr: moda do cancioneiro alentejano]
-Fado Pechincha
-Quero voltar para os braços da minha mãe
-Fui colher uma romã
-Nossa Senhora do Carmo (novo single a ser editado em breve) [ndr: Fado].

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