Secret Story: Liliana arrepende-se, Marisa Susana divide comentadores e João Ricardo fica sob pressão, na noite de ontem.
O “Secret Story – Desafio Final” voltou a aquecer dentro e fora da casa. Depois do “Especial” apresentado por Cristina Ferreira, o “Extra” da TVI analisou várias frentes de tensão: a decisão de Liliana Oliveira nas nomeações, a discussão entre Marisa Susana e Bruno Simão, e o afastamento cada vez mais visível entre Sara Jesus e João Ricardo.
Na mesma noite, houve ainda espaço para Rita Leitão comentar uma reação do filho, Afonso Leitão, durante a gala de domingo, 7 de junho.
Liliana salva Sara e deixa Bruno em risco
Liliana Oliveira ganhou um trunfo e podia retirar um concorrente da lista de nomeados. No “Especial” desta segunda-feira, 8 de junho, escolheu salvar Sara Jesus.
Assim, Afonso Leitão, Bruno Simão e Pedro Jorge ficaram nomeados. Um deles será o décimo expulso desta edição.
No confessionário, Liliana revelou a Cristina Ferreira que Bruno Simão lhe pediu para continuar nomeado, por estar a pensar no que se passa fora da casa. Mais tarde, já na sala, a apresentadora deixou um aviso ao grupo.
“Não se esqueçam de uma coisa: vocês podem pedir o que quiserem, quem manda é quem vota”, afirmou Cristina Ferreira.
Depois da emissão, Liliana mostrou arrependimento. Em conversa com Bruno Simão, admitiu que a escolha foi feita mais pela emoção do que pela estratégia.
“Eu joguei ‘bué’ com o coração, não devia ter feito isto. Tu pediste-me e eu ali joguei com o coração, totalmente, e eu não sou assim de jogar com coração”, confessou.
Inês Morais elogia Liliana, mas esperava mais
No “Extra”, Inês Morais analisou a decisão de Liliana Oliveira e admitiu uma mudança na forma como tem visto a concorrente. A comentadora reconheceu que não era grande admiradora da nortenha, mas assumiu que tem gostado mais da sua postura recente.
“Eu vou ter aqui que fazer uma confissão. Até porque eu, que nunca fui a maior fã da Liliana, não tenho assistido à gala e pensei: ‘Estou a gostar mais de a ver’. Aliás, eu gosto mais de ver o registo dela de brincalhona, de gozo”, explicou.
Depois, reforçou que a concorrente tem mostrado um lado mais leve.
“Ela está ali naquele gozinho puro que eu acho uma graça. Tenho achado, meio culpada de não me estar a rir da Liliana… Será que? Mas pronto. A verdade é que nós temos que pôr pedras em cima de certos assuntos que aconteceram em outras edições. E se eu fiz isso com os outros, também é justo que o faça com ela. E quando ela não dá de doida varrida, até tem estado bem”, acrescentou.
Ainda assim, Inês esperava outra força no momento da decisão. Para a comentadora, a chapa inicial tinha potencial para medir forças entre quatro concorrentes já salvos em primeiro pelo público.
“Aqui hoje, eu, quando vi a decisão desta chapa, ia ser muito interessante logo se fossem os quatro, porque foram quatro pessoas que já foram salvas em primeiro e sabem. Ou seja, isto ia ser super interessante. Qualquer que fosse a escolha dela ia ser interessante para medir forças e para medir até egos”, referiu.
Antes da decisão final, Inês contou o que pensou quando Liliana entrou no confessionário.
“Quando ela entra no confessionário, e eu começo assim: ‘Ok, vai tirar o Bruno. Não vai tirar o Bruno. Vai tirar a Sara. Qual vai ser a justificação dela?’. Porque assim, de facto, eu sou apologista para ir à final que seja com os melhores, eu gosto disso.”
Marta Cardoso concordou com essa leitura de jogo.
“É muito mais interessante”, afirmou a apresentadora.
No entanto, Inês acabou por ficar desiludida com a justificação apresentada por Liliana.
“A chapa ter sido diferente, sim. Percebo quem queira ir com os mais fracos para ter mais hipóteses de ganhar. Só que a justificação… Eu comecei: ‘Ok, Liliana, vamos. Tu consegues, Lili, vai agora. Tu vais conseguir’. E nada”, rematou.
Marisa Susana e Bruno Simão voltam a chocar
Outra discussão analisada no “Extra” envolveu Marisa Susana e Bruno Simão. Durante a cadeira quente, a tensão subiu quando Marisa admitiu que talvez tivesse sido melhor Bruno levar quatro chapadas. O concorrente acabou por abandonar a sala.
Marta Cardoso quis saber quem teria razão naquele conflito. Inês Morais relativizou a saída de Bruno, sobretudo pelo peso que considera que o concorrente tem no jogo.
“Nenhum. Ou os dois. Se ele quiser abandonar, que abandone. Para mim e o Bruno, em termos de jogador, ele abandonar uma cadeira quente ou estar lá… Estar lá ou não estar…”, atirou.
Sobre Marisa Susana, Inês defendeu que a concorrente sofre por dizer exatamente o que pensa, mesmo quando o que diz não soa bem.
“O que ela diz não é giro de se dizer. No entanto, a Marisa Susana faz uma coisa que… Ela parece… Ela fala exatamente aquilo que está a pensar”, explicou.
A comentadora garantiu ainda não acreditar que Marisa tivesse intenção real de agredir alguém.
“Eu acredito perfeitamente quando ela diz que nunca bateria em ninguém e nunca bateu em ninguém e não ia ser a primeira vez. Mas como ela estava irritada, dizia, pá, leva-as. De género, porque lhe saiu, porque lhe passa e porque diz. Ela não filtra nada do que diz.”
Perante a questão de Marta Cardoso sobre se a autenticidade reduz a gravidade das palavras, Inês assumiu a sua posição.
“Para mim, muito honestamente, respondendo, acho que uma pessoa mais genuína a dizer tudo o que lhe vai na cabeça, eu levo menos a mal do que se for uma pessoa super populista”, confessou.
Depois, fechou o raciocínio com uma comparação entre impulsividade e cálculo.
“Neste programa, de facto, nós conseguimos ver quem é que é autêntico e quem é que é genuíno e quem é que é forçado e calculista. Por isso, muito erradamente, se calhar, eu acho que, para mim, passava mais pano numa pessoa genuína a dizer uma barbaridade do que uma pessoa calculista a dizer uma barbaridade”, rematou.
João Ricardo e Sara Jesus em rota de colisão
O painel do “Extra”, composto por Inês Morais, Cândido Pereira e Isabel Figueira, também analisou a relação entre João Ricardo e Sara Jesus. A amizade tem vindo a desgastar-se nos últimos dias.
Cândido Pereira foi direto na leitura do momento entre os dois.
“Eu acho que a Sara se pudesse rifar o João Ricardo já o tinha feito”, afirmou.
O comentador apontou as críticas de João Ricardo à aproximação de Sara a Pedro Jorge como ponto de viragem.
“Os conselhos que ele lhe dá, que ela não acata, como ela diz, são verdades absolutas para ele e isso começou a amassar de certa forma”, explicou.
Isabel Figueira concordou e destacou a personalidade firme de Sara.
“Aquilo que ela acha, aquilo que ela é, pode vir quem vier, ela não vai mudar de opinião. O João Ricardo pisou essa linha vermelha que é querer influenciar”, analisou.
Depois, elogiou a prestação da concorrente no especial.
“O João Ricardo perdeu hoje na argumentação, a Sara esteve muito bem no especial a explicar. É o poder de argumentação que ela tem, é absolutamente das coisas que eu mais admiro nela como jogadora”, afirmou.
Inês Morais viu no conflito um choque de egos e de formas diferentes de estar no jogo.
“O João tenta, sim, impor a ideia dele. Não por maldade, por ele achar que a dele é certa, e com a Sara fá-lo com uma maior intensidade porque de facto gosta dela”, argumentou.
Para a comentadora, Sara não aceita ter alguém a tentar conduzir-lhe o jogo.
“Ela não quer ter ali uma pessoa sempre a dizer como é que ela deve fazer e aqui ativa um bocadinho o ego da Sara. E o João Ricardo, por se sentir descartado pela Sara, ativa ali o ego dele”, concluiu.
Rita Leitão comenta reação de Afonso
Fora do “Extra”, Rita Leitão também falou sobre o jogo. No intervalo da gala de domingo, a mãe de Afonso Leitão esteve à conversa com Sérgio Miguel e comentou a reação do filho depois de Leandro Martins ter à conversa com Sérgio Miguel e comentou a reação do filho depois de Leandro Martins ter colocado um preservativo na cama, em tom de brincadeira.
“Achei exagerada, mas achei que ele trouxe aquilo para jogar e para criar reação”, afirmou.
Depois, explicou que viu no momento uma reação típica de Afonso.
“Foi o Afonso a ser Afonso, ele tem de pegar em qualquer coisa para provocar, para reagir e acho que foi exagerado”, acrescentou.
Rita Leitão considerou ainda que a irritação do filho terá sido, em parte, usada como estratégia de jogo.
No meio de nomeações, arrependimentos e relações cada vez mais tensas, o “Desafio Final” entra numa fase em que cada gesto pesa. E, dentro da casa, até uma escolha feita “com o coração” pode mudar completamente a leitura do jogo.

