Silvana Peres lança “A Todas as Mulheres”, álbum de fado contra a violência e os discursos de ódio

Silvana Peres lança “A Todas as Mulheres”, álbum de fado contra a violência e os discursos de ódio, segundo foi revelado.

Silvana Peres escolhe o fado para falar de igualdade, direitos humanos e violência. O novo álbum da fadista chama-se “A Todas as Mulheres” e, segundo o comunicado de imprensa, é um trabalho marcado por uma forte dimensão social.

Mais do que um disco de interpretação, o projeto apresenta-se como um gesto artístico com intervenção pública. Através da música, Silvana Peres procura reforçar o papel da arte na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e atenta.

Um álbum com compromisso social

De acordo com o comunicado, “A Todas as Mulheres” é um trabalho “profundamente comprometido com a promoção da igualdade, da defesa dos direitos humanos, do combate a todas as formas de violência e da não normalização dos discursos de ódio”.

A fadista, que tem vindo a afirmar um percurso próprio no panorama musical português, cruza neste álbum a tradição do fado com causas sociais.

O mesmo texto sublinha que Silvana Peres tem construído uma identidade marcada pela autenticidade, pela fusão de influências e pelo compromisso com temas que atravessam a sociedade contemporânea.

Assim, o disco convida o público a olhar para o fado também como espaço de reflexão e responsabilidade coletiva.

“Violência” é o primeiro single

O primeiro avanço do álbum é “Violência”, tema com letra e música de Marina Mota.

Segundo o comunicado, a canção é “um grito que se ergue do silêncio, é um apelo urgente a ver, a escutar e a não desviar o olhar”.

A escolha do tema como single de apresentação ajuda a definir o tom do projeto. Em vez de suavizar o assunto, Silvana Peres coloca a violência no centro da escuta.

Por isso, “A Todas as Mulheres” surge como um álbum que não procura apenas emocionar. Procura também convocar consciência.

A criação feminina no centro do projeto

O novo trabalho destaca a criação artística feminina e reúne autoras, compositoras e intérpretes portuguesas de várias gerações.

Entre os nomes presentes estão Teresa Muge, Manuela de Freitas, Maria do Rosário Pedreira, Marina Mota, Mafalda Arnauth, Rita Marrafa de Carvalho, Florbela Espanca, Joana Alegre, Joana Espadinha, Elisa Rodrigues, Teresinha Landeiro, Marta Rosa, Beatriz Felício e Rita Dias.

Esta presença plural reforça a intenção do álbum: dar voz a diferentes formas de olhar, escrever e cantar a experiência feminina.

Produção de Ângelo Freire

A produção musical ficou a cargo de Ângelo Freire, guitarrista português reconhecido e figura incontornável do fado.

Com este enquadramento, Silvana Peres junta a força da palavra, a identidade fadista e uma leitura contemporânea sobre igualdade e dignidade.

O projeto “A Todas as Mulheres” conta ainda com os apoios da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto, da CIG – Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, da SPA – Sociedade Portuguesa de Autores e do Museu do Fado.

Entre tradição e intervenção, Silvana Peres apresenta um álbum que olha para as mulheres, mas fala a toda a sociedade.

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