Silvana Peres lança “Violência”, um hino de resistência no Dia Internacional dos Direitos Humanos

Silvana Peres lança “Violência”, um hino de resistência no Dia Internacional dos Direitos Humanos, com autoria de Marina Mota.

Um fado que se transforma em manifesto social

No Dia Internacional dos Direitos Humanos, celebrado a 10 de dezembro, Silvana Peres apresenta “Violência”, o primeiro single do álbum “A Todas as Mulheres”, cuja edição está prevista para 2026. O tema nasce com um propósito claro: transformar o fado num grito coletivo contra todas as formas de agressão.

Logo na apresentação, a mensagem é direta: “O Fado sempre foi a voz do povo. Um canto que nasce do sentir coletivo, moldado nas ruas, capaz de transformar o silêncio em palavra e a ferida em canção, manifesto, denúncia e resistência.”


Treze vozes do fado unidas por uma causa urgente

Com letra e música de Marina Mota, “Violência” dá corpo a um apelo que procura romper o silêncio e estimular a atenção pública. Para isso, Silvana Peres reuniu treze fadistas de diferentes gerações, criando uma das colaborações mais fortes e simbólicas dos últimos anos no género.

Entre as vozes que se juntam ao single estão Cristina Branco, Joana Amendoeira, Beatriz Felicio, Marina Mota, Sandra Correia, Lina, Maria Emília, Sofia Ramos, Sara Paixão, Ana Rita Prada, Ana Margarida Prado, Marta Rosa e Matilde Cid.

Segundo o comunicado, esta união artística resulta numa interpretação marcada pela empatia e por um objetivo comum: “um hino de combate a todos os tipos de violência” e um tributo a todas as vítimas que, muitas vezes, permanecem silenciadas.


O fado como desígnio humano e social

O projeto reafirma o papel histórico do fado enquanto expressão das vozes que foram caladas. As palavras de Marina Mota reforçam essa dimensão social que atravessa o tema:

“A violência continua a existir e desenganem-se os que pensam que ela é uma característica exclusiva de algum extrato social ou de alguma faixa etária, não é! Ela graça por aí e também não atinge só as mulheres. Existe violência doméstica no masculino, embora, obviamente, as mulheres sejam maioritariamente as vítimas.”

Com este alerta, a autora sublinha a urgência de manter viva a discussão pública sobre o tema, lembrando que nenhuma comunidade está imune.


Um marco simbólico no arranque de um álbum dedicado às mulheres

“A Todas as Mulheres” promete tornar-se uma obra de referência, com foco na resistência, na coragem e na afirmação feminina. E, embora só chegue em 2026, o primeiro single abre o caminho com força e sensibilidade, recuperando o fado como espaço de denúncia e transformação.

Pode ver o videoclipe AQUI.

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