Simone de Oliveira recorda carreira, enfrenta rumores do passado e assume: “Tenho a obrigação de ser uma feliz”, disse.
Artista faz balanço de vida após fim da carreira
Depois de décadas ligadas aos palcos, Simone de Oliveira olha para o percurso com serenidade. A carreira terminou em 2022, mas as memórias continuam vivas.
Numa conversa recente, a artista revisitou episódios marcantes da vida pessoal e profissional. Entre conquistas e polémicas, garantiu que mantém o sentimento de gratidão.
Além disso, sublinhou que continua a encarar o presente com felicidade.
Rumores marcaram trajetória pública
Entretanto, Simone recordou um dos aspetos mais difíceis da exposição mediática: os boatos. Por ter assumido uma postura independente numa época conservadora, tornou-se alvo frequente de comentários.
Assim, admitiu que lhe foram atribuídos vários romances ao longo dos anos, ainda que a realidade fosse diferente.
Nesse sentido, falou de um caso em particular, envolvendo Eusébio, e lamentou as críticas de que foi alvo.
Como desabafou:
“As coisas que se disseram a meu respeito foram inimagináveis. Engraçado que das verdadeiras nunca se falou. Tudo o que era mentira circulava. Esse foi um dos dramas da minha vida”.
Deste modo, reconheceu o peso que essas histórias tiveram no seu percurso.
Orgulho nas conquistas pessoais
Por outro lado, a cantora prefere focar-se no que construiu. Entre independência financeira e estabilidade familiar, destaca aquilo que considera essencial.
Com firmeza, afirmou:
“Tenho a obrigação de ser uma feliz. Tenho uma casa que paguei e comprei com o meu dinheiro. Tenho uma família maravilhosa – dois filhos e quatro netos todos de espinha direita”.
Além disso, reforçou os valores transmitidos ao longo das gerações.
Como acrescentou:
“O meu pai incutiu-me neles uma noção de verdade e de honestidade. Isto, para mim, é o mais importante”.
Mensagem para outras mulheres
Por fim, Simone de Oliveira deixou uma reflexão mais ampla. Para a artista, a experiência acumulada pode servir de exemplo a outras mulheres.
Assim, concluiu:
“Se conseguir passar às mulheres do meu País algumas coisas fico feliz”.
Entre memórias, superações e orgulho familiar, a cantora mostra que o legado vai além dos palcos. A história construiu-se com trabalho, resistência e autenticidade — marcas que continuam a defini-la fora da carreira artística.





