Susana Dias Ramos critica custódia partilhada no Natal: “Veio dar alegria aos pais e muito pouco aos menores”, assinalou.
Consultório dos “Doutores do Amor” regressa com polémica
O espírito natalício já chegou ao Dois às 10 e, com ele, a reabertura do consultório dos “Doutores do Amor”. A emissão contou com Susana Dias Ramos como convidada especial, e a conversa rapidamente evoluiu para questões delicadas relacionadas com separações, filhos e a gestão familiar durante a quadra festiva.
“Nenhum menor é feliz aqui e ali”
A psicóloga e comentadora deixou críticas duras ao modelo de custódia partilhada, sobretudo quando aplicada no Natal e nas férias. Assim, afirmou:
“Eu acho que as custódias conjuntas e partilhadas vieram para dar alegria aos pais e muito pouco aos menores. Nenhum menor é feliz aqui e ali, sem ter uma casa. Qual é a tua morada? Depende da semana. Onde vives? Depende da semana. É muito importante termos raiz.”
Para Susana Dias Ramos, a alternância constante entre casas trata as crianças como se fossem uma carga dividida entre adultos. “Em momento nenhum se para perguntar ao menor, ‘Tu gostas desta sensação de andar para lá e para cá?’. Eu acompanho muitos divórcios e não sinto que haja o privilégio do menor, muito pelo contrário. Acho que os pais têm um egoísmo muito grande.”
“Largar também é amor”
Na opinião da terapeuta, o ideal seria garantir a estabilidade numa casa fixa, com o outro progenitor a manter uma presença diária, mas sem mudanças semanais. “Largar também é amor. Largar e respeitar também é amor”, sublinhou, defendendo que, no Natal, os pais deveriam abdicar do ego e deixar os filhos onde são mais felizes ou onde existe uma celebração mais estruturada.
Debate segue para presentes de Natal entre casais
Numa segunda parte da conversa, o tema passou para as frustrações associadas à troca de presentes. Cláudio Ramos aproveitou para partilhar experiências pessoais marcadas por ofertas que não correspondiam ao seu gosto.
Assim, desabafou:
“Um dia digo que não gosto de flores e tenho o carro cheio de flores. Significa que a pessoa não me está a ouvir, está só a fazer o que ela quer.”
Recordou ainda um antigo relacionamento: “Ele comprava-me coisas que não tinham nada a ver comigo, tinham tudo a ver com ele. Era egoísta ao ponto de fazer isto.”
Cristina Ferreira tentou suavizar a situação, sugerindo que poderia tratar-se apenas de falta de jeito ou inteligência emocional. Contudo, Cláudio manteve a posição:
“Não é porque é burro. É porque a pessoa pode achar que ele diz que não gosta, mas vai gostar. E eu detesto.”
Linguagens do amor podem evitar conflitos
Para fechar o debate, Susana Dias Ramos lembrou que existem “cinco linguagens do amor” e que a harmonia numa relação depende de aprender a comunicar na linguagem afetiva do outro — seja ela o toque, a oferta de presentes ou outra forma de expressão.

