Susana Dias Ramos revela fase mais difícil da vida: “O Big Brother salvou a minha vida”, disse em entrevista.
Susana Dias Ramos abriu o coração numa entrevista marcante. A comentadora falou sobre o passado, a carreira e um momento pessoal profundamente difícil.
Início na televisão aconteceu antes da fama
Antes de mais, Susana Dias Ramos esclareceu que o percurso televisivo não começou no Big Brother. A primeira experiência surgiu anos antes, no Porto Canal.
“Sim, eu fui descoberta pelo Porto Canal. Tinha uma rubrica no programa das manhãs, apresentado pelo Ricardo Couto, desde 2012, que se chamava Sem Tabus, o nome que mantenho agora no meu podcast. Entretanto, ao Ricardo Couto juntou-se a Maria Cerqueira Gomes. E durante uns anos eu fiquei por ali.”
Assim, revelou que já tinha um caminho consolidado antes da exposição mediática.
Decisão de sair da televisão por causa da família
Entretanto, a comentadora explicou porque decidiu interromper essa fase em 2014. A decisão esteve ligada à dinâmica familiar.
Ainda assim, fez questão de esclarecer que não houve imposição:
“Calma, não é bem assim. Eu sou independente, não tenho qualquer posição de subalternidade. Em casa, somos de igual para igual. Mas eu sei que ele foge da exposição. Casei-me em 2014, e decidi parar. E volto à televisão em 2020, a convite da Lurdes Guerreiro.”
Regresso inesperado à TVI
Por outro lado, o regresso à televisão aconteceu de forma inesperada. Susana revelou que o convite surgiu mesmo sem contacto direto prévio.
“Não, isso é que é engraçado. Mas ela seguia o meu trabalho, conhecia o meu podcast e sabia da minha língua afiada e chamou-me para uma reunião na TVI”
E recordou o momento decisivo:
“A conversa ficou um bocadinho no ar, mas ela perguntou-me se eu gostaria de integrar o lote de comentadores do BB 2020. A mim pareceu-me uma boa ideia e ficou assim. Nesse dia, voltei para o Porto, parei em Fátima para almoçar e, entretanto, ligaram-me da TVI para eu voltar, porque queriam fazer os testes de imagem.”
Experiência intensa durante a pandemia
Além disso, a entrada no programa aconteceu num contexto particular. A comentadora começou a trabalhar em plena pandemia.
“Logo nesse dia. Creio que era uma quinta-feira. Na semana seguinte, comecei a fazer comentário às segundas, quartas e sextas. Vinha três vezes por semana a Lisboa e voltava para o Porto. Foi muito interessante, ainda por cima porque aquilo era uma novidade, quer para mim, quer para a TVI, porque o BB 2020 foi todo feito por zoom, porque estávamos em pandemia”
Apoio do marido foi decisivo
Entretanto, Susana destacou o papel fundamental do companheiro neste regresso. Apesar de reservado, acabou por incentivar a decisão.
“Ele continua a não ser um grande fã de exposição pública. É dentista, cirurgião de recuperação oral, é um homem tranquilo e muito mais comedido do que eu. Essa altura coincidiu com a morte do meu pai, eu estava profundamente deprimida e triste, e ele deu-me todo o apoio para eu aceitar o programa, porque calculava que me ia fazer bem”
“Salvou-me de um inferno”
Por fim, a comentadora fez uma confissão forte sobre o impacto do Big Brother na sua vida. O programa surgiu numa fase de grande fragilidade emocional.
“Fez. Isto pode parecer um exagero, mas eu costumo dizer que o Big Brother salvou a minha vida. Salvou-me de um inferno. A morte do meu pai arrastou-me para uma profunda tristeza. E o Pedro foi-se habituando à ideia, incentivando-me, e hoje é ele que me empurra para ir.”





