Tânia Laranjo regressa de Cabo Verde e assume saudades: “Daquela vida exigente de não fazer absolutamente nada”

Tânia Laranjo regressa de Cabo Verde e assume saudades: “Daquela vida exigente de não fazer absolutamente nada”, brincou.

Tânia Laranjo já regressou a Lisboa depois de uns dias em Cabo Verde. Ainda assim, a jornalista deixou claro que parte dela ficou no descanso, na comida e naquele tempo sem relógio.

Numa publicação feita nas redes sociais, Tânia Laranjo partilhou uma reflexão bem-humorada sobre o fim das férias. Entre saudades, ironia e memória, a jornalista voltou a mostrar a sua escrita direta, leve e com farpa.

O regresso a Lisboa e as primeiras saudades

A chegada a Portugal fez-se com calor, mas também com nostalgia. Tânia Laranjo começou por assumir que já sente falta de alguns sabores e momentos vividos em Cabo Verde.

A jornalista escreveu: “Chegámos a Lisboa. Está calor e já tenho saudades.
Da cachupa, do marisco, da fruta e até do vento.
Mentira. Do vento não. Há saudades e há falta de caráter.”

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A frase deu o tom à publicação. Tânia misturou carinho pelo destino com humor, afastando logo qualquer romantização excessiva do vento.

A arte de não fazer nada

Mais do que a comida ou a paisagem, Tânia Laranjo destacou a rotina simples das férias. Ou, neste caso, a ausência dela.

A jornalista assumiu que sente falta do descanso sem culpa, dos dias sem horários e da liberdade de ficar parada sem dar explicações.

Na publicação, escreveu: “Tenho saudades é daquela vida exigente de não fazer absolutamente nada. Acordar sem despertador, almoçar sem horas, sentar-me numa esplanada e só sair quando começasse a circular a preocupação familiar.”

Assim, o balanço das férias surge menos como postal turístico e mais como retrato de uma pausa real. Daquelas que deixam marca precisamente por não exigirem grande coisa.

Fotografias para enganar a memória

Tânia Laranjo garantiu ainda que pretende voltar. E deixou uma nota divertida sobre o regresso da comitiva que a acompanhou.

A jornalista escreveu: “Voltarei, naturalmente. Espero que o resto da comitiva também tenha conseguido regressar com o mesmo estatuto.”

Depois, fechou a reflexão com uma ideia sobre fotografias, memória e felicidade. Para Tânia, as imagens servem como prova futura de que aquele momento aconteceu.

A jornalista rematou: “E aqui estamos nós a tirar fotografias uns aos outros. Não porque sejamos vaidosos, mas porque a memória é uma aldrabona profissional e, daqui a uns meses, esta foto será a única prova de que fomos felizes, descansados e vagamente fotogénicos.”

Uma despedida com humor e verdade

A publicação de Tânia Laranjo funciona como uma crónica curta de fim de férias. Há saudade, há ironia e há aquela sensação conhecida de regressar ao quotidiano com o corpo em Lisboa e a cabeça ainda noutro lugar.

Entre a cachupa, o marisco, a fruta e a vida sem despertador, a jornalista deixou uma despedida bem-disposta a Cabo Verde. E, como escreveu, a memória pode falhar. As fotografias ficam para a contrariar.

Veja a publicação AQUI.

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