Touros Vale Sorraia não permitiram emoção à casa cheia de Messejana

Touros Vale Sorraia não permitiram emoção à casa cheia de Messejana, esta segunda-feira, 15 de Agosto, feriado nacional.

Touros Vale Sorraia não permitiram emoção à casa cheia de Messejana, a 15 de Agosto.

A praça de touros Padre Serralheiro, em Messejana, recebeu na noite de 15 de Agosto uma corrida de touros, inserida nas tradicionais festas de Santa Maria.

Enfrentaram os touros de Vale Sorraia, os cavaleiros António Telles (Pai), João Moura Jr. e António Telles (filho) com as pegas a cargo dos grupos de Forcados Amadores de Moura, Cascais e Beja.

Antes da corrida ter início, houve uma procissão de velas, dentro da praça.

Já nas cortesias, realizou-se um minuto de silêncio realizado em memória de todos irmãos e utentes da Santa Casa da Misericórdia de Messejana, já falecidos.

António Telles, um ano após a colhida em Reguengos, deu início as lides a cavalo, tapando os defeitos do oponente. Lide de mestre, empregando tudo nela, agradando a todo o público presente. Apesar do brio com que lidou o oponente, a lide acabou por não romper. Luís Branquinho, pelos forcados de Moura, abriu praça com uma pega à primeira tentativa, eficazmente ajudada.

João Moura Jr. andou toda a sua lide em bom plano, entendendo o que o touro precisava. Mesmo com as ganas de vencer do cavaleiro, o oponente foi a menos e a lide acabou por não romper. Carlos Dias, pelos Amadores de Cascais, consumou à segunda tentativa mostrando a garra que tem dentro de si, com o grupo a emendar as falhas da primeira tentativa.

António Telles, desta vez o filho, também não rompeu na sua primeira passagem pelo areal de Messejana. O touro, manhoso, dificultou toda a prestação de qualquer interveniente, cavaleiro e quadrilha. O oponente era pouco móvel e só se arrancava quando tinha a certeza que colhia tudo e todos. O jovem Telles tentou de tudo quanto pode, mas sem grande sucesso devido ao oponente. Francisco Patanita, pelos forcados de Beja, acabou dobrado por Nuno Vitória que com garra pegou o touro de Vale Sorraia, numa tentativa a sesgo e com ajudas carregadas.

Após um intervalo para manutenção do areal, entrou em praça novamente o cavaleiro António Telles. O cavaleiro, mais uma vez com a classe que há dentro de si e temple no seu toureio, teve por diante, o mais colaborante touro da corrida, tanto que rematou a lide com dois ferros de palmo, montando um cavalo com o ferro de Herdade das Silveiras. Gonçalo Borges, pelos forcados de Moura, saiu da cara do touro já com o grupo fechado na primeira tentativa. À segunda tentativa consumou a pega, com ajudas eficazes.

A segunda lide João Moura Jr foi frente a um touro que parecia atordoado com a lide que o cavaleiro lhe deu. Estava visível a falta de força do oponente que não colaborou com a lide. A raça da família Moura é maior que a vontade de sair de praça com uma lide mal rematada, portanto, sem grandes preparações rematou a lide com uma ajustada reunião e um remate ainda mais vistoso. Moura Jr. bem se esforçou mas a lide acabou por não romper. Diogo Silva, pelos Amadores de Cascais, consumou a pega à primeira tentativa, tendo a sua viagem sido curta pela mesma falta de força do touro.

Para finalizar a corrida, Telles filho, deixando também uma boa marca nesta passagem por terras alentejanas, teve uma lide que acabou com um promenor menos bom. Andou bem em toda a lide, preparando as sortes com mestria, recorrendo a sortes à tira. Toda a sua lide, na preparação, cravagem e remates das sortes, bregou apenas com uma mão a pegar nas rédeas da sua montada. A pedido do público, do típico “vá mais um”, acabou por manchar toda a sua bonita prestação. O oponente já pouco tinha para dar, a reunião resultou larga e a cravagem resultou em sítio irregular. Vasco Palma, pelo grupo de Beja, fechou a noite pegando à segunda tentativa, tendo na primeira escorregado e a reunião não foi a melhor.

A noite foi agradável, a praça encheu, mas faltou a força e bravura dos touros de Vale Sorraia, não permitindo a devida emoção que o espetáculo merece.

Dirigiu pela primeira vez na sua terra, Telmo Barros, assessorado por Matias Guilherme, médico Veterinário.

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