Tragédia no Campo Pequeno: Nuno da Câmara Pereira deixa críticas duras à tauromaquia, através das redes sociais.
A morte de Manuel Trindade levanta debate
A morte do jovem forcado Manuel Maria Trindade, de 22 anos, na passada sexta-feira no Campo Pequeno, continua a gerar reações. Entre as vozes mais ativas está Nuno da Câmara Pereira, que recorreu às redes sociais para expor duras críticas ao setor.
“Não é valentia… é irresponsabilidade”
O artista deixou claro que a situação ultrapassa o campo do acaso. “Pôr um miúdo, ou mesmo que fosse um graúdo, a confrontar uma ‘besta’ de cerca de 700 quilos e com espaço (10 mts?) para embalar velocidade, para multiplicar exponencialmente sua força como se fosse um ‘tiro’… é sempre uma loucura!!!”, afirmou.
Na mesma publicação, sublinhou que não se trata de coragem, mas de falta de responsabilidade. “Não é valentia… é irresponsabilidade, inconsciência e bestialidade!”, escreveu.
O papel do Estado em causa
Para Nuno da Câmara Pereira, as entidades oficiais não podem continuar a permitir situações deste género. “A DGE [agora IGAC] tem de repensar o que deve ser considerado, respeitado e os limites razoáveis deste espetáculo. Não é admissível permitir-se o Estado a deixar ao livre arbítrio destes jovens, sempre gloriosos e voluntariosos, a sua vontade, a sua crença ou seus livres costumes. Há limites para tudo e o Estado deve salvaguardar as pessoas delas próprias”, frisou.
Debate urgente
O testemunho de Nuno da Câmara Pereira reabre o debate sobre a necessidade de rever o Regulamento do Espetáculo Tauromáquico. A tragédia do Campo Pequeno mostrou, mais uma vez, que há questões de segurança que permanecem por resolver.
Artigo relacionado: Morreu o forcado Manuel Trindade devido a lesões graves após pega no Campo Pequeno
Foto: D.R./ Nuno da Camara Pereira / Facebook
