Pedro Chagas Freitas despede-se de Olga Cardoso com texto comovente: “Nunca quis ser influencer; foi influência”

Pedro Chagas Freitas despede-se de Olga Cardoso com texto comovente: “Nunca quis ser influencer; foi influência”, disse.

Escritor recupera homenagem antiga para assinalar a despedida

Num dia marcado pela tristeza e pela despedida, Pedro Chagas Freitas recorreu às redes sociais para recordar um texto que escrevera meses antes, por ocasião do aniversário de Olga Cardoso. O autor decidiu republicar essas palavras agora, como forma de homenagem à icónica figura da televisão e da rádio.

Logo no início, o escritor contextualiza a publicação:
“Neste dia triste, de despedida, deixo aqui o texto que escrevi há alguns meses, por ocasião do seu aniversário: Olga Cardoso faz anos.”

A partir daí, segue-se um dos textos mais emocionados que Pedro Chagas Freitas dedicou a uma personalidade pública.


“Nunca quis ser influencer; foi influência”: o retrato de uma mulher admirada

Ao descrever Olga Cardoso, o escritor destacou a sua postura discreta e a forma única como comunicava. Num dos trechos mais marcantes, escreveu:

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“A Olga não foi só uma cara da rádio e da televisão: foi presença, foi voz, foi janela aberta para o mundo num país ainda com os estores corridos.”

Além disso, sublinhou que a apresentadora se destacava pela autenticidade:
“Vinha de um tempo em que comunicar era uma extensão da empatia; não era uma performance. Nunca quis ser influencer; foi influência. Com voz limpa, postura digna, afecto discreto.”

Pedro Chagas Freitas recorda ainda o entusiasmo genuíno da comunicadora:
“Quando dizia ‘uau!’, não era um grito de marketing: era um espanto genuíno, quase infantil, como quem ainda acredita que há coisas que nos devem emocionar.”


“Envelheceu com graça, coisa que a televisão detesta”

Numa reflexão sobre o papel das figuras públicas, o escritor enalteceu a ausência de vaidade e polémicas na carreira de Olga Cardoso:

“Nunca a vi envolver-se em polémicas, nunca a vi tentar agarrar-se ao palco com as unhas da vaidade. Envelheceu com graça, coisa que a televisão detesta; continua a parecer boa gente.”

De forma poética, acrescentou:
“Não sei se é. Até a dúvida é bonita. Há figuras públicas em que se acredita como se fossem família. De certa forma, são.”


“Quando todos procuram ser vistos, a Olga ensinou-nos o valor de simplesmente estar”

A parte final do texto funciona como uma declaração profunda sobre o que Olga Cardoso representou para muitos portugueses. Pedro Chagas Freitas evocou o “não-espetáculo” que a caracterizava:

“O que mais me emociona nela é o não-espectáculo. A resistência em não fazer da vida uma feira de vaidades. Quando todos procuram ser vistos, a Olga ensinou-nos o valor de simplesmente estar. Estar com verdade.”

E terminou com um agradecimento simples, mas carregado de significado:
“Obrigado, Olga.”

Veja este momento AQUI.

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