Pedro Chagas Freitas deixa apelo sobre a sorte e o IRS: “A rotina é um milagre”, referiu o escritor nas redes sociais.
Pedro Chagas Freitas voltou a usar as redes sociais para uma reflexão de impacto.
Desta vez, o escritor dirigiu-se a quem se queixa de falta de sorte e lançou um apelo ligado à consignação de 1% do IRS.
Na publicação, o autor pediu um olhar mais atento sobre aquilo que tantas vezes é dado como garantido.
Uma carta contra a queixa fácil
Pedro Chagas Freitas começou por assumir que a queixa faz parte do comportamento humano.
Ainda assim, deixou um pedido antes de novas lamentações sobre azar.
“CARTA AOS QUE SE QUEIXAM DE FALTA DE SORTE
Todos nos queixamos. Percebo. É uma das actividades favoritas da espécie humana.
Queria pedir-vos um favor: antes de voltarem a dizer “que azar”, olhem para uma criança que não consegue correr, e para um pai que daria tudo para ouvir mais uma birra, e para uma mãe que trocaria todos os silêncios do mundo por um brinquedo espalhado no chão, e para um irmão que dava tudo para que o irmão pudesse saltar com ele.
Agora voltem a dizer “que azar”. Ainda conseguem?”
Assim, o escritor colocou a ideia de sorte num terreno mais concreto, ligado à saúde, à infância e à família.
“A rotina é um milagre”
Depois, Pedro Chagas Freitas defendeu que a vida comum deve ser vista com mais gratidão.
O autor escreveu sobre a tendência de valorizar apenas o que falta, esquecendo o que ainda permanece.
“Vivemos obcecados com aquilo que nos falta. Eu acho que devíamos viver obcecados com aquilo que nos sobra.
A rotina é um milagre, sabem?
É cruel chamarmos incómodo àquilo por que milhares de pessoas rezariam todos os dias. Há pais que dariam a própria vida para poder dizer, nem que fosse só mais uma vez:
— Pára quieto.
Há mães que venderiam tudo o que têm para voltar a acordar porque um filho entrou no quarto sem pedir licença.
A vida é sádica, irónica: só releva o valor das coisas depois de as esconder. É uma péssima professora.
É a única que temos.”
A reflexão ganhou, por isso, um tom de alerta sobre o valor dos pequenos gestos diários.
A pergunta que muda o ponto de partida
Mais à frente, o escritor sugeriu uma mudança na forma como se olha para os problemas.
Em vez de focar apenas no que acontece de negativo, Pedro Chagas Freitas propôs uma pergunta diferente.
“Mudem isso, se puderem. Em vez de perguntarem:
— Porque é que isto me acontece?
Perguntem:
— O que é que já me aconteceu e eu deixei de agradecer?
Suspeito que a felicidade comece aí.”
Desta forma, o autor associou a felicidade a um exercício de consciência sobre aquilo que já existe.
Apelo à ajuda através do IRS
Na parte final da publicação, Pedro Chagas Freitas deixou claro que não escrevia para provocar culpa.
O objetivo, explicou, era pedir apoio para famílias que enfrentam batalhas difíceis.
“Não vos escrevo para vos fazer sentir culpa. A culpa não melhora ninguém. Escrevo-vos para vos pedir uma coisa: há famílias que vivem batalhas que a maioria de nós nunca conhecerá; famílias para quem uma simples consulta, uma terapia, pode mudar um dia.
Se puderem, ajudem: entrem em
ajuda.pedrinhas.org
e consignem 1% do vosso IRS.
A sorte não é o que nos acontece; é que decidimos fazer com aquilo que nos aconteceu.
Obrigado.”
Entre a reflexão e o apelo solidário, Pedro Chagas Freitas voltou a usar as redes sociais para cruzar emoção, consciência social e ação concreta.
Veja a publicação AQUI.
