Cláudio Ramos defende o Teatro de Revista e emociona-se com o Maria Vitória, segundo revelou nas redes sociais.
Cláudio Ramos recorreu recentemente ao Instagram para partilhar uma reflexão profunda sobre o teatro de revista em Portugal. O apresentador deixou palavras sentidas sobre a importância histórica e cultural do Teatro Maria Vitória, no Parque Mayer.
Uma defesa clara do teatro de revista
Antes de mais, Cláudio Ramos começou por assumir a admiração antiga por este género teatral. Para o comunicador, o teatro de revista continua a ter um papel essencial na cultura portuguesa.
“Toda a vida achei o teatro de revista um parente nobre na arte de contar histórias, fazer reflectir e sonhar. Por isso acho tão importante que se mantenha”, escreveu.
De seguida, destacou o espetáculo atualmente em cena. “No Maria Vitória esta em cena a revista ‘Para, que é urgente!’”, sublinhando a qualidade do texto e da representação.
Elogios ao elenco e à produção
Entretanto, Cláudio Ramos fez questão de enaltecer o trabalho de todos os envolvidos. O apresentador destacou o elenco, a música ao vivo e o corpo de baile.
“Um texto corrido, engraçado, sentido, bem escrito e bem representado… O elenco inteiro merece aplausos”, afirmou.
Acrescentou ainda: “Arrancaram suspiros e gargalhadas acompanhados por uma orquestra ao vivo e pelo rigoroso corpo de baile”.
Resistência num palco histórico
Por outro lado, Cláudio Ramos abordou a resiliência de quem continua a apostar no teatro de revista. O apresentador reconheceu que o Maria Vitória já não é o palco mais desejado.
“Não sou tonto e sei que hoje não é o palco mais desejado pelos actores nem bailarinos como o foi noutros tempos”, escreveu.
Ainda assim, mostrou-se emocionado com quem resiste. “Por isso me emociona ver os que apostam em estar ali em cima”, confessou.
Memória e identidade cultural
De seguida, Cláudio Ramos alertou para a importância da memória coletiva. Para o apresentador, falar de teatro em Portugal implica falar do Maria Vitória.
“Falar de teatro em Portugal e não falar do Teatro Maria Vitória no Parque Mayer é ter memória curta”, afirmou.
Defendeu ainda que o público deve continuar a frequentar o espaço. “É importante que se vá ver a revista, que se entenda, que se deseje voltar a cada temporada”, apelou.
Um apelo direto ao público
Por fim, Cláudio Ramos deixou um apelo claro à plateia. O apresentador sublinhou que a sobrevivência do teatro depende do público.
“Estes actores, estes técnicos, estes músicos, estes bailarinos, estes figurinistas, estes cenógrafos, estes aderecistas, estes autores, este empresário, são uns resistentes”, escreveu.
Concluiu com uma mensagem direta: “Se conseguirem vão ver. Garanto que vão gostar. É só disto que os artistas precisam. De nos ver na plateia”.
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