Soraia Carrega revela impacto emocional da 1.ª Companhia após saída do programa

Soraia Carrega revela impacto emocional da 1.ª Companhia após saída do programa, durante a tarde de hoje na TVI.

Ex-recruta fala em reflexos condicionados e necessidade de redenção

Confissões feitas em conversa com Nuno Eiró na televisão

Entretanto, já fora da base da 1.ª Companhia, Soraia Carrega abriu o coração sobre as marcas deixadas pela experiência militar. A ex-concorrente esteve à conversa com Nuno Eiró no programa Última Hora, onde assumiu que a transição para a vida quotidiana não tem sido simples.

Reflexos que ficaram para lá da farda

Antes de mais, Soraia admitiu que o impacto psicológico do quartel se fez sentir de forma inesperada. Entre o humor e a vulnerabilidade, descreveu comportamentos automáticos que a surpreenderam já em liberdade.

“Acho que trouxe mesmo um PTSD cá para fora. No outro dia vi um senhor com um casaco camuflado e eu levantei-me”, contou, revelando que a disciplina se entranhou no dia a dia.

Além disso, confessou sentir falta da rotina imposta pelos instrutores.

“Fico muito triste de agora já não ter as minhas aulas”, acrescentou, admitindo que ainda procura o canal 24 para continuar a acompanhar as instruções à distância.

Uma experiência mais dura do que o esperado

Por outro lado, Soraia explicou que a decisão de entrar no programa foi incentivada pela família, que via na experiência uma oportunidade de ganhar rigor pessoal.

“Os meus amigos e a minha família sabiam que me fazia falta o rigor. Disseram: ‘Soraia, tu sabes…’. Pensei que sabia, mas não sabia bem. Puseram-me ali na linha e eu… Lixaram-me todos”, desabafou, com ironia.

Nesse sentido, admitiu que nem mesmo os avisos da avó anteciparam a exigência real da estrutura militar.

A necessidade de limpar a imagem antes da saída

Posteriormente, a conversa centrou-se num ponto sensível: a vontade de sair em paz com a hierarquia. Após ter sido nomeada pelo comandante, Soraia sentiu necessidade de se explicar.

“Fiz questão de ter conversas individuais com os instrutores. Com o instrutor Joaquim e com o Bruno Marques (…) porque percebi que passei uma imagem que não é bem o que se passa na minha cabeça e no meu coração”, esclareceu.

Segundo a própria, a ajuda de colegas, como Maria, foi determinante para ganhar uma nova perspetiva sobre si mesma.

Idade não foi desculpa

Por fim, questionada sobre se a juventude poderia justificar alguns conflitos, Soraia foi clara.

“Acho que a idade aqui não pode servir nem de desculpa nem de argumento para nada”, afirmou, reconhecendo apenas que a falta de experiência em reality shows a deixou mais exposta emocionalmente.

Apesar da saída difícil, a ex-recruta terminou com uma nota leve e confiante.

“Já vi que o verde tropa me fica bem”, rematou, mostrando que a experiência, apesar de dura, deixou marcas assumidas.

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