José Tolentino de Mendonça reflete sobre a cura como caminho para conhecer o amor de Deus, nas suas redes sociais.
Mensagem partilhada nas redes sociais
Antes de mais, José Tolentino de Mendonça publicou nas redes sociais um texto de forte dimensão espiritual. A reflexão parte de um episódio bíblico e desenvolve-se como uma meditação sobre a cura interior e o amor transformador de Jesus.
O gesto de Jesus como sinal de transformação
Desde logo, o cardeal recorda um momento central do Evangelho, sublinhando o olhar e a ação de Jesus perante a dor humana:
“Jesus então olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração, e disse ao homem da mão seca: ‘Estende a mão’. Ele a estendeu, e a mão ficou curada.” (Mc 2,23–3,6).
A partir deste episódio, Tolentino de Mendonça questiona como é possível conhecer o amor de Jesus. A resposta surge de forma clara: através da cura. O autor sublinha que Jesus não aceita o irremediável na vida humana e nunca fecha a porta à mudança.
A vida cristã como processo terapêutico
Por outro lado, a reflexão destaca a dimensão curativa da fé cristã. O cardeal afirma que Jesus transforma feridas, temperamentos e corações endurecidos. Nesse contexto, explica que os milagres relatados nos Evangelhos revelam um processo profundo de transformação interior. É nesse caminho que, segundo o autor, se reconhece verdadeiramente o rosto de Jesus.
Além disso, Tolentino de Mendonça reforça que conhecer o amor de Deus passa por uma experiência concreta e pessoal de cura. Só quando alguém pode afirmar que foi transformado pelo amor recebido é que esse amor se torna real e vivido.
A experiência pessoal do amor de Deus
Entretanto, o texto aprofunda a dimensão individual da fé. O cardeal sublinha que o amor de Deus ensina mansidão, paz e perdão. Esse amor cura, transforma e educa o coração humano, tornando-se um ponto essencial da vida cristã.
Neste contexto, cita a pensadora Simone Weil, recuperando uma das suas ideias mais conhecidas:
“O mais importante não é termos fé em Deus, mas é descobrirmos que Deus tem fé em nós.”
Um apelo à descoberta do amor permanente
Por fim, José Tolentino de Mendonça deixa um convite direto à descoberta do amor divino. O cardeal afirma que mais importante do que amar Deus é reconhecer, com todas as forças da vida, o amor que Deus tem por cada pessoa. Um amor constante, fiel e inconformado, que nunca desiste.
O texto termina com um apelo claro e pessoal, convidando cada leitor a fazer dessa certeza o seu ponto de partida: sentir-se amado por Deus e viver a partir dessa verdade. A reflexão é assinada pelo próprio autor, identificada como homilia, e reforça o tom espiritual e pastoral da mensagem.
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