Queixa-crime contra Catarina Miranda chega ao DIAP da Moita e Ricardo Azedo considera processo “fraco”, na CMTV.
A queixa-crime apresentada por Afonso Leitão e pela mãe, Rita, contra Catarina Miranda já deu entrada no DIAP da Moita.
A informação foi avançada no programa “Noite das Estrelas”, da CMTV, desta segunda-feira, 15 de junho, onde Maya revelou novos detalhes sobre o processo.
Segundo foi dito em emissão, a queixa-crime “deu entrada no DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] da Moita“.
Oito crimes imputados a Catarina Miranda
No mesmo programa, Maya adiantou que o processo envolve oito crimes imputados a Catarina Miranda.
“são imputados a Catarina Miranda oito crimes“, revelou a apresentadora.
Em causa está o acesso ao telemóvel de Afonso Leitão, enquanto o ex-concorrente estava fechado na casa do “Secret Story – Desafio Final”.
A situação terá surgido após suspeitas de uma alegada traição, descoberta por Catarina ao ver mensagens privadas de Afonso.
De acordo com a informação avançada, a lista inclui acesso ilegítimo, devassa da vida privada, violação de correspondência ou telecomunicações, violação de segredo, difamação agravada, injúria, coação e perseguição.
Ricardo Azedo defende responsabilidade de quem entrega o telemóvel
Em estúdio, Ricardo Azedo analisou o caso e começou por abordar a entrega do telemóvel a outra pessoa.
Para o comentador, deixar o telefone nas mãos de alguém implica também aceitar a responsabilidade dessa escolha.
“A partir do momento em que eu tenho um telefone, vou para um programa e deixo o telefone a alguém, assumo a responsabilidade para com aquela pessoa e aquela pessoa assume a responsabilidade de tomar conta dele. Se precisar por algum motivo de entrar e de ver o que lá estiver, eu assumi a responsabilidade de o deixar com aquela pessoa, portanto, estou completamente à vontade“.
Ainda assim, Ricardo Azedo não ilibou totalmente Catarina Miranda.
“A Catarina não devia ter partilhado”
O comentador apontou um erro concreto à ex-concorrente: a alegada partilha das mensagens.
Na sua análise, o problema não esteve apenas no acesso ao telemóvel, mas no facto de o conteúdo ter chegado a terceiros.
“Aqui a Catarina errou num ponto, que é as mensagens que tinha partilhou-as. A Catarina não devia ter partilhado e, segundo eu vi na imprensa, segundo eu li, vários bloggers, vários sites, toda a gente teve acesso. Aí está o erro, o único“.
Desta forma, Ricardo Azedo separou a curiosidade provocada pela suspeita da exposição pública das mensagens.
Comentador não condena curiosidade de Catarina
Ricardo Azedo explicou ainda que, perante uma desconfiança numa relação, compreende a vontade de perceber o que se passa.
O comentador afirmou que não condena Catarina por ter querido confirmar as suspeitas, mas sim pela alegada divulgação.
“Se há uma desconfiança, e havia desconfiança, e a Catarina percebeu que estava a ser enganada, automaticamente qualquer pessoa que tem uma desconfiança, que está apaixonada por outra pessoa, fica com curiosidade. Eu aqui não condeno a Catarina, nada. Condeno-a ou acho que ela esteve menos bem no momento em que partilhou aquilo que não devia ter partilhado“.
A posição deixou claro o ponto de equilíbrio defendido pelo comentador: compreensão emocional, mas crítica à exposição posterior.
Processo é visto como “pouco consistente”
Sobre a queixa apresentada por Afonso Leitão e pela mãe, Ricardo Azedo considerou que o processo é “fraco” e “pouco consistente“.
Depois, o comentador defendeu que o caso deveria ser encerrado publicamente, para que ambos seguissem caminho.
“No que diz respeito a este processo todo, eu acho que isto sim é uma tomada de posição do Afonso que, enfim, não devia ser tomada. Mais valia enterrar o assunto, para o bem dos dois, e acho que se deviam focar os dois no futuro profissional. Se os querem fazer publicamente, e acho muito bem que o façam, passar por isto não“.
Assim, Ricardo Azedo mostrou reservas sobre a utilidade de prolongar o conflito entre Afonso e Catarina.
Retirada de apoio volta a ser lembrada
No final da análise, o comentador apontou também a retirada de apoio de Catarina Miranda à participação de Afonso no “Desafio Final”.
Para Ricardo Azedo, esse momento terá sido sentido como uma ofensa pela família de Afonso.
“Aqui a ofensa da parte da família do Afonso é quando a Catarina retira o apoio [à participação no ‘Desafio Final’, reality show da TVI]. Da mesma forma que ela lhe deu, tinha que lhe tirar. As pessoas tinham de entender o que é que estava a acontecer“.
A queixa-crime marca assim uma nova fase na polémica entre Catarina Miranda e Afonso Leitão. Depois da rutura pública, o caso passa agora também pelo DIAP da Moita.

