LiveModeTV garante Taça Intercontinental e Bélgica elimina EUA num Mundial abalado pelo caso Balogun, ontem.
O futebol internacional continua a ganhar espaço na LiveModeTV, mas é também fora das quatro linhas que o Mundial 2026 tem produzido algumas das maiores ondas de choque.
A plataforma assegurou os direitos de transmissão da Taça Intercontinental FIFA 2026 para Portugal, competição que se disputa em dezembro. O anúncio surge depois da aquisição do Campeonato do Mundo Feminino FIFA 2027.
Entretanto, no Mundial masculino, a Bélgica goleou os Estados Unidos por 4-1 e avançou para os quartos de final. A vitória trouxe uma resposta pública à polémica em torno de Folarin Balogun, Donald Trump e a FIFA.
LiveModeTV garante Taça Intercontinental FIFA 2026 para Portugal
A Taça Intercontinental FIFA 2026 vai poder ser acompanhada em Portugal através da LiveModeTV.
A competição reúne os campeões continentais e realiza-se em dezembro, com o Paris Saint-Germain já garantido na final por ter conquistado a Liga dos Campeões da UEFA.
João Mesquita, General Manager da LiveModeTV em Portugal, enquadrou a aquisição na estratégia seguida pela plataforma.
“Estamos muito contentes por divulgar que teremos a transmissão de jogos da Taça Intercontinental FIFA na LiveModeTV. Depois de anunciarmos o Campeonato do Mundo Feminino FIFA 2027, esta é uma prova de que continuamos a apostar nas maiores competições do futebol internacional. Apesar de não existirem clubes portugueses a participar, o Paris Saint-Germain já está na final e conta com jogadores internacionais portugueses que os adeptos acompanham atualmente ao serviço da Seleção Nacional”.
O campeão europeu conta no plantel com Vitinha, João Neves e Nuno Mendes, três jogadores ligados à Seleção Nacional.
Até chegar à final, serão conhecidos os restantes concorrentes através de um formato de eliminação direta entre os campeões da América do Sul, América do Norte, África, Ásia e Oceânia.
A LiveModeTV entrou no mercado português com a transmissão de jogos do Campeonato do Mundo de 2026, disponibilizados no YouTube e na Prime Video.
Bélgica goleia Estados Unidos e responde à polémica
Enquanto isso, o Mundial 2026 conheceu mais um apurado para os quartos de final.
A Bélgica venceu os Estados Unidos por 4-1, afastando um dos países coanfitriões da competição. Agora, os belgas vão encontrar a Espanha.
Porém, a goleada ficou marcada também pela resposta da seleção europeia à controvérsia que dominou os dias anteriores ao encontro.
Depois do quarto golo, vários jogadores imitaram os conhecidos movimentos de dança de Donald Trump. A conta oficial da Bélgica no X respondeu também à anulação da suspensão de Balogun:
“Anulem isto.”
Jogadores belgas falam numa «sensação de injustiça»
Nicolas Raskin admitiu que os acontecimentos anteriores ao jogo mexeram com o grupo belga.
O médio afirmou:
“Aconteceu muita coisa fora do campo nos últimos dois dias”.
Depois, explicou a forma como a equipa viveu a polémica:
“Havia uma sensação de injustiça no plantel, e estávamos determinados a responder em campo.”
Youri Tielemans, capitão da Bélgica, também reconheceu que o tema serviu de motivação.
“Dissemos a nós próprios que tínhamos de responder em campo. Foi o que fizemos”.
A resposta belga chegou, portanto, através de uma goleada que garantiu a presença nos quartos de final.
Trump confirmou pedido a Infantino para rever cartão vermelho
A controvérsia começou depois da expulsão de Folarin Balogun diante da Bósnia e Herzegovina.
Segundo o texto fornecido, Donald Trump confirmou ter pedido diretamente a Gianni Infantino, presidente da FIFA, que fosse feita uma revisão do cartão vermelho.
Mais tarde, a FIFA suspendeu a punição automática de um jogo, permitindo a presença de Balogun diante da Bélgica.
A federação belga contestou a decisão, mas o recurso não teve sucesso.
Por sua vez, a UEFA considerou que a FIFA “cruzou uma linha vermelha” e colocou “em causa a integridade do jogo” ao permitir a utilização do jogador.
Gianni Infantino defendeu, contudo, a independência do comité disciplinar da FIFA.
Rudi Garcia iliba Balogun da controvérsia
Depois do encontro, Rudi Garcia revelou que Folarin Balogun o procurou.
O selecionador belga contou:
“Gostei muito disso. Não é culpa dele, ele não é o culpado e foi isso que lhe disse.”
Sobre a preparação da Bélgica, Garcia procurou afastar a ideia de que o caso tinha mudado os objetivos da equipa.
“Independentemente do onze inicial dos EUA, o que realmente importava para nós era o nosso plano de jogo”.
O técnico acrescentou:
“O grupo é muito maduro. Disse-lhes que o que mais importa somos nós.”
Balogun garante que não participou no processo
Folarin Balogun também falou depois da eliminação dos Estados Unidos.
O avançado recusou qualquer responsabilidade no processo que levou à anulação da suspensão.
“Aceitei a decisão quando me foi dado o cartão vermelho, e aceitei a decisão quando me disseram que me era permitido jogar. Não tive qualquer envolvimento no processo, e isso não tem nada a ver comigo pessoalmente.”
Do lado norte-americano, Mauricio Pochettino também recusou transformar o caso numa desculpa para a derrota.
Pochettino critica «política e manipulação»
O selecionador dos Estados Unidos mostrou-se desapontado com o ambiente criado em torno da equipa.
Questionado pela BBC sobre o impacto da polémica, respondeu:
“Não afetou o nosso desempenho. Não é uma desculpa. Não foi o nosso dia. Mas, a nível pessoal, qual é o sentido de insultar ou receber muitas mensagens más? É uma regra para a federação aplicar e tentar [anular a suspensão]. A minha posição era treinar a equipa. Se Balogun está disponível porque a FIFA permite ter o jogador, não é um problema. Sinto-me desapontado com demasiadas pessoas. Colocam a política e a manipulação, falam de ética e integridade [em primeiro lugar]. Se falarmos da história deste jogo, estou desapontado a nível pessoal.”
A posição foi acompanhada pelo defesa Tim Ream.
Tim Ream recusa justificar derrota com polémica
O jogador norte-americano garantiu que a equipa conseguiu manter o foco no jogo.
“Não, não teve impacto nenhum. Fizemos um bom trabalho com este grupo, deixando o ruído exterior ser ruído exterior. Não tem nada a ver connosco como jogadores e com a preparação para os jogos. É uma daquelas coisas. É o mundo em que vivemos. Estávamos totalmente focados em nós como grupo e como equipa e totalmente focados no jogo, sem nos preocuparmos com o que estava a ser dito ou debatido no mundo exterior.”
A explicação não encerrou, contudo, o debate em torno da FIFA e do seu presidente.
Gianni Infantino enfrenta pedidos de demissão
A decisão de permitir que Balogun enfrentasse a Bélgica levou a críticas dirigidas a Gianni Infantino.
Sir Ed Davey, líder dos Liberal Democratas, pediu a saída do dirigente:
“Infantino tem de sair”.
Na mesma intervenção, acrescentou:
“Não importa onde se realize, o Campeonato do Mundo pertence aos adeptos”.
Apesar das críticas, o texto refere que Infantino se prepara para procurar a reeleição no próximo ano.
Segundo a informação apresentada, o dirigente conta com o apoio das confederações africana, asiática e sul-americana.
Entre as 211 associações que elegem o presidente da FIFA, essas três confederações representam 111 votos.
Assim, é apontada como provável a possibilidade de Infantino ser o único candidato e acabar reconduzido por aclamação.
Ao mesmo tempo, o presidente da FIFA continua a viajar entre Estados Unidos, Canadá e México, acompanhando vários jogos do Mundial. O texto refere que o faz num jato cedido pela Qatar Airways.
A FIFA, por seu lado, insiste que o comité disciplinar atua de forma independente e que Infantino não participou na decisão de suspender a punição automática aplicada a Balogun.
Entre o reforço da oferta televisiva em Portugal e uma polémica que chegou aos mais altos níveis do futebol e da política, a temporada internacional continua a ser marcada por muito mais do que aquilo que acontece dentro do campo.
