iServices alerta para riscos ao fotografar eclipse solar com o telemóvel

iServices alerta para riscos ao fotografar eclipse solar com o telemóvel no próximo dia 12 de Agosto.

O eclipse solar de 12 de agosto deverá levar muitos portugueses a apontarem os smartphones ao céu para registarem o fenómeno. A iServices alerta, no entanto, que fotografar diretamente o Sol sem proteção adequada pode provocar danos permanentes no sensor de imagem dos equipamentos.

Em Lisboa, o eclipse começará cerca das 18h38 e atingirá o ponto máximo pelas 19h36, altura em que aproximadamente 94% do disco solar estará ocultado.

Perante a previsível utilização dos telemóveis para captar imagens, a iServices reuniu um conjunto de cuidados que considera essenciais para evitar problemas nas câmaras.

Filtro deve ser colocado antes de apontar a câmara ao Sol

A principal recomendação passa pela utilização de um filtro solar próprio para câmaras e equipamentos óticos, que deverá ser colocado diante da lente antes de o smartphone ser direcionado para o Sol.

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A empresa alerta que óculos de sol, radiografias, vidro fumado, películas escurecidas ou outros materiais improvisados não devem ser utilizados como alternativa.

Também os óculos próprios para observar eclipses não devem ser confundidos com os filtros necessários para proteger as câmaras dos equipamentos.

Nos smartphones que integram várias câmaras, o cuidado deve ser ainda maior. Modelos como os iPhone Pro e Samsung Galaxy S e Ultra podem alternar entre a câmara principal, a ultra grande angular ou a teleobjetiva consoante o nível de zoom escolhido.

Assim, a iServices recomenda que a proteção cubra a lente efetivamente utilizada ou todo o módulo fotográfico, evitando que uma mudança automática de câmara deixe o sensor exposto.

Zoom não protege o sensor do smartphone

Recorrer a níveis elevados de zoom também não reduz a intensidade da luz que chega à câmara.

Funcionalidades como o Space Zoom dos Samsung Galaxy Ultra ou o zoom digital dos iPhone apenas alteram a ampliação da imagem e podem recorrer a processamento digital nos níveis superiores, não funcionando como qualquer tipo de proteção para o sensor.

A iServices aconselha ainda a que a aplicação da câmara não permaneça aberta durante mais tempo do que o necessário enquanto o smartphone está diretamente apontado para o Sol.

A utilização de um tripé ou de outro apoio estável é também recomendada, permitindo evitar a dependência de níveis excessivos de zoom digital e facilitar a captação da imagem.

Danos podem deixar manchas e alterações de cor nas fotografias

O comunicado recorda ainda que a Samsung desaconselha que as câmaras dos equipamentos Galaxy sejam direcionadas para o Sol ou outras fontes de luz muito intensa, devido ao risco de danos nas microlentes ou no próprio sensor.

Esses problemas podem tornar-se visíveis posteriormente através de pontos, manchas, linhas ou alterações persistentes de cor nas fotografias.

Embora a Apple não tenha divulgado indicações específicas para a fotografia de eclipses através do iPhone, a iServices sublinha que, durante períodos em que o Sol permanece parcialmente visível, a utilização de um filtro solar adequado para equipamentos óticos constitui uma medida de proteção.

Caso apareçam anomalias nas imagens depois da exposição, a empresa recomenda que o smartphone seja avaliado por um técnico especializado, disponibilizando diagnóstico gratuito nas suas lojas.

Há alternativas para quem não tiver filtro

Quem não possuir um filtro apropriado poderá igualmente registar o eclipse sem direcionar a câmara para o Sol.

A iServices sugere fotografar a mudança da luminosidade ambiente, a paisagem, as reações das pessoas ou as sombras em forma de crescente que podem surgir através das árvores durante o fenómeno.

A empresa sublinha também que não será necessário ter um smartphone recente para conseguir fotografar o momento. Um iPhone ou Samsung recondicionado mantém as capacidades fotográficas inerentes ao respetivo modelo, desde que o sistema de câmaras tenha sido devidamente verificado e se encontre em pleno funcionamento.

O essencial, perante um fenómeno que deverá despertar particular interesse no final da tarde de 12 de agosto, será garantir que a tentativa de guardar uma imagem não acaba por deixar marcas permanentes no equipamento.

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