MC Paiva levou o funk brasileiro ao Sol da Caparica

MC Paiva levou o funk brasileiro ao Sol da Caparica, no quarto e último dia da edição deste ano.

Fotografias: Rui Pereira

MC Paiva passou, este domingo, pelo Palco Via Verde do Sol da Caparica, levando o funk brasileiro ao último dia da edição de 2026 do festival.

Conhecido também como “Magnata”, o artista brasileiro atuou depois dos ÁTOA e antes de Slow J, numa jornada em que o palco principal voltou a mudar de sonoridade várias vezes ao longo de poucas horas. Quim Barreiros tinha aberto a programação, seguiram-se os ÁTOA e, com MC Paiva, foi a vez do funk paulista ocupar o recinto.

A presença do músico voltou também a reforçar o peso da música brasileira numa edição em que o Sol da Caparica reuniu artistas de diferentes géneros e gerações dos dois lados do Atlântico.

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O “Magnata” levou São Paulo à Caparica

MC Paiva construiu grande parte do seu percurso dentro do funk de São Paulo, encontrando nas plataformas digitais uma das principais vias para levar a sua música muito para além do Brasil.

Temas como Bagulho Louco, Fala na Cara, 01 Não É 02 e Vulgo MC Paiva ajudaram a dar projeção ao seu nome e a consolidar uma carreira marcada por uma linguagem própria dentro do género.

Na Caparica, apresentou-se num momento em que continua a juntar música nova ao repertório que o tornou conhecido. Em 2026, o artista voltou a manter uma atividade regular, acrescentando novos temas a uma carreira que tem crescido também fora das fronteiras brasileiras.

O concerto português inseriu-se, por isso, numa fase em que MC Paiva já não representa apenas um nome que circula com força no universo digital brasileiro. A internacionalização passou a fazer parte do caminho.

Do acordeão ao funk numa questão de horas

O último dia do Sol da Caparica foi também um bom exemplo da elasticidade musical que o festival tem procurado assumir.

Poucas horas antes de MC Paiva, Quim Barreiros tinha levado a música popular portuguesa ao mesmo palco. Depois surgiram os ÁTOA e, mais tarde, o funk mudou novamente a temperatura musical da programação, antes da entrada de Slow J e Lon3r Johny.

Não houve necessidade de procurar uma ligação artificial entre todos eles. A ligação estava precisamente na diferença.

MC Paiva trouxe para essa mistura a sonoridade que fez dele um dos nomes reconhecidos do funk paulista e voltou a colocar o Brasil no centro de um festival que, ao longo dos quatro dias, fez da música em português um espaço suficientemente largo para caberem mundos bastante diferentes.

Na Caparica, neste domingo, um deles falou com sotaque de São Paulo.

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