Tânia Laranjo distingue simpatia de caráter: “Eu não gosto de gente boazinha”, afirmou através das redes sociais.
Tânia Laranjo partilhou no Facebook uma reflexão sobre as relações pessoais e a diferença entre ser simpático e ser uma boa pessoa. Sem identificar destinatários, a jornalista assumiu que não gosta de toda a gente e rejeitou a ideia de que a cordialidade seja suficiente para avaliar o caráter de alguém.
“Ser simpático é uma qualidade. Não é um atestado de bom carácter”, escreveu, numa publicação em que explicou por que razão não confunde a forma como as pessoas se apresentam com a maneira como agem.
“Não guardo rancores. Tenho memória”
A jornalista começou por admitir o desconforto perante uma simpatia que considera excessiva.
“Eu não gosto de gente boazinha. Daquelas pessoas excessivamente simpáticas, que gostam de toda a gente, que estão sempre bem-dispostas e que parecem incapazes de dizer uma coisa menos simpática. Confesso que me cansam.”
Tânia Laranjo acrescentou: “Também não gosto de gente chata. E não gosto de toda a gente. Lamento.”
Na publicação, distinguiu a falta de afinidade das situações em que houve comportamentos que a marcaram.
“Há pessoas que me irritam só porque sim. Não fizeram nada. Não tenho uma grande história para contar. Simplesmente não me caem bem.”
“Depois há outras de quem não gosto porque fizeram por isso. Estiveram mal comigo, fizeram mal aos meus ou tiveram atitudes que eu não esqueci. Não guardo rancores. Tenho memória. É diferente.”
“Há pessoas pouco simpáticas que são ótimas pessoas”
A reflexão passou depois para os critérios usados para julgar os outros.
“E uma coisa que cada vez percebo menos é esta ideia de que ser boa pessoa é ser boazinha. Não é”, afirmou.
“Há pessoas pouco simpáticas que são ótimas pessoas. E há pessoas extremamente simpáticas que eu não queria por perto, nem para tomar um café.”
Apesar de assumir essas distâncias, a jornalista garantiu que não transforma a falta de afinidade numa intenção de prejudicar alguém.
“Eu não faço mal a ninguém por não gostar. Não ando a perseguir pessoas, não desejo desgraças, não passo a vida a falar delas.”
Terminou com uma observação irónica: “Aliás, há uma coisa que me tranquiliza: algumas das pessoas de quem não gosto também não gostam de mim. Nisto, pelo menos, parece que temos bom gosto.”
