Preços das casas sobem 7,5% em outubro: Lisboa ultrapassa os 6.200 euros por metro quadrado

Os preços das casas sobem 7,5% em outubro face ao mesmo mês de 2025, segundo o índice do idealista divulgado em comunicado. O valor mediano nacional atingiu os 3.249 euros por metro quadrado, com aumentos nas 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas.

Em comparação com o trimestre anterior, a subida foi de 1,2%. Os dados referem-se aos preços pedidos pelos anunciantes na plataforma, não aos valores pelos quais os imóveis foram efetivamente vendidos.

Lisboa continua a liderar entre as cidades, com 6.248 euros por metro quadrado, embora apresente uma das valorizações anuais mais moderadas: 3,9%. Vila Real registou o maior aumento, de 20,3%, enquanto Castelo Branco manteve o preço mediano mais baixo.

Vila Real lidera as subidas e Castelo Branco continua mais barata

Depois de Vila Real, os aumentos anuais mais acentuados verificaram-se na Guarda, com 18,4%, em Beja, com 17,6%, em Leiria, com 16,9%, e em Faro, com 15,5%.

No extremo oposto, o Funchal apresentou a subida mais contida, de 3,4%, seguido de Lisboa. Ainda assim, a capital madeirense mantém o terceiro preço mais elevado entre as cidades analisadas, atrás de Lisboa e do Porto.

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CidadePreço mediano por m²Variação anual
Lisboa6.248 €+3,9%
Porto4.339 €+7,0%
Funchal4.045 €+3,4%
Faro3.944 €+15,5%
Setúbal3.227 €+9,0%
Aveiro2.901 €+9,4%
Évora2.726 €+10,3%
Ponta Delgada2.672 €+11,7%
Coimbra2.479 €+9,5%
Braga2.379 €+10,2%
Viana do Castelo2.270 €+6,1%
Leiria2.028 €+16,9%
Santarém1.846 €+12,7%
Viseu1.822 €+12,9%
Beja1.573 €+17,6%
Vila Real1.551 €+20,3%
Guarda1.153 €+18,4%
Bragança1.147 €+13,3%
Portalegre1.128 €+6,4%
Castelo Branco1.119 €+10,5%

Faial é a única descida entre os distritos e ilhas analisados

Na análise aos 26 distritos e ilhas, o Faial foi a única exceção à tendência de subida, com uma redução anual de 4,9%.

Porto Santo registou o maior aumento, de 25%, seguido da Terceira, com 24,5%. No continente, destacaram-se Portalegre, com 23,6%, Évora, com 21,5%, e Santarém, com 19,7%.

O distrito de Lisboa continua a apresentar o preço mediano mais elevado, de 4.835 euros por metro quadrado. A Guarda encontra-se no extremo oposto, com 751 euros.

Distrito ou ilhaPreço mediano por m²Variação anual
Lisboa4.835 €+6,2%
Faro4.231 €+7,2%
Porto Santo4.167 €+25,0%
Madeira3.765 €+3,7%
Setúbal3.504 €+9,2%
Porto3.132 €+3,3%
São Miguel2.446 €+10,2%
Aveiro2.174 €+14,4%
Leiria2.123 €+13,1%
Braga2.065 €+13,3%
Terceira1.863 €+24,5%
Évora1.838 €+21,5%
Viana do Castelo1.764 €+10,3%
Santarém1.745 €+19,7%
Pico1.710 €+13,8%
Faial1.693 €−4,9%
Coimbra1.693 €+10,9%
Beja1.580 €+16,8%
Santa Maria1.525 €+0,2%
São Jorge1.516 €+5,5%
Viseu1.270 €+15,2%
Vila Real1.100 €+12,5%
Portalegre1.081 €+23,6%
Castelo Branco1.037 €+13,2%
Bragança871 €+7,4%
Guarda751 €+15,9%

Alentejo regista o maior aumento regional

Todas as regiões apresentaram valorizações nos últimos 12 meses. O Alentejo liderou, com uma subida de 14,3%, à frente dos Açores, com 13,9%, e do Centro, com 12,5%.

O Norte teve o crescimento mais moderado, de 3,8%, enquanto a Área Metropolitana de Lisboa permaneceu como a região mais cara, com 4.525 euros por metro quadrado.

RegiãoPreço mediano por m²Variação anual
Área Metropolitana de Lisboa4.525 €+6,8%
Algarve4.231 €+7,2%
Região Autónoma da Madeira3.779 €+4,2%
Norte2.601 €+3,8%
Alentejo2.228 €+14,3%
Região Autónoma dos Açores2.141 €+13,9%
Centro1.810 €+12,5%

Como são calculados os valores

O idealista explica, em comunicado, que o índice analisa os preços de oferta publicados pelos anunciantes, considerando os metros quadrados construídos. O resultado corresponde à mediana dos anúncios válidos em cada mercado.

São excluídos anúncios atípicos, preços fora de mercado e imóveis que permanecem na base de dados durante algum tempo sem interação dos utilizadores. A análise inclui moradias unifamiliares.

A plataforma refere também que atualizou a metodologia, reforçando a identificação de valores anómalos e os filtros destinados a excluir produtos que não representam o mercado residencial convencional. As alterações foram aplicadas retroativamente à série histórica para preservar a comparabilidade dos dados.

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