‘A ciência salvou o meu filho’: Pedro Chagas Freitas emociona o país com desabafo poderoso sobre o transplante do filho Benjamim, nas redes.
Um testemunho que tocou milhares
Pedro Chagas Freitas recorreu às redes sociais para partilhar um dos testemunhos mais emocionantes da sua vida. A propósito da participação no Congresso Nacional da Ordem dos Médicos, em Coimbra, o escritor revelou uma fotografia do filho, Benjamim, num momento que descreveu como absolutamente transformador.
“O momento mais feliz da minha vida”
Na publicação, o autor explicou porque escolheu a imagem do filho a sair do hospital, após meses de incerteza:
“Aqui está o momento mais feliz da minha vida, o meu filho a sair do hospital, tanto tempo depois, tanta angústia depois.”
Segundo Pedro Chagas Freitas, a fotografia representa gratidão, vida e esperança — sentimentos que carrega desde esse dia.
Recado firme a quem desvaloriza a ciência
O escritor aproveitou o texto para deixar um aviso contundente aos que colocam em causa o trabalho científico e médico:
“São cada vez mais os idiotas que querem colocar em causa a ciência, a medicina, os médicos. Para esses palermas temos de ser ativos na mensagem contrária.”
E revelou que a sua presença no congresso não tem qualquer tom de especialismo:
“É por isso que amanhã estarei em Coimbra, no Congresso Nacional da Ordem dos Médicos. Não vou para palestrar com ar de especialista, vou para agradecer.”
Coimbra: o lugar onde Benjamim “renasceu”
O autor recordou também o longo internamento do filho no Hospital Pediátrico de Coimbra, onde Benjamim recebeu um transplante que lhe devolveu a vida:
“Coimbra não é apenas o lugar do Congresso, é o lugar onde o meu filho esteve internado alguns meses, onde renasceu com um fígado novo, com um futuro devolvido.”
“Vi médicos a lutar até ao limite das forças”
Num dos trechos mais fortes do texto, Pedro descreveu o esforço incansável das equipas médicas:
“Vi médicos a lutar até ao limite das forças por uma criança que não era deles, vi enfermeiros a vigiar noites inteiras como se vigiassem um filho, vi auxiliares a oferecerem pequenas alegrias quase invisíveis, vi profissionais a correr connosco pelos corredores, a dançar connosco para vencer o medo, a inventar formas de alegria no meio do desespero.”
“Ninguém que tenha vivido isto pode insultar médicos”
Em defesa da ciência, o escritor deixou claro que quem testemunha de perto o trabalho hospitalar não pode duvidar da dedicação dos profissionais:
“Ninguém que tenha visto isto pode duvidar da ciência. Ninguém que tenha vivido isto pode insultar médicos. Ninguém que tenha passado por ali pode dizer disparates com a confiança absurda dos ignorantes.”
“A ciência salvou o meu filho. A medicina salvou a minha família”
Por fim, Pedro Chagas Freitas explicou porque faz questão de estar presente no congresso:
“Vou estar no Congresso para agradecer à ciência, aos médicos, ao Pediátrico de Coimbra, foi lá que nasceu uma segunda família. Vou para partilhar aquilo que tenho para dar, a nossa experiência, a nossa dor, a nossa alegria extrema no interior profundo daqueles corredores, daqueles quartos.”
E concluiu de forma arrebatadora:
“A ciência salvou o meu filho. A medicina salvou a minha família. Os médicos salvaram o nosso mundo. Contra a estupidez militante, a resposta tem de ser a gratidão ativa. Obrigado.”
