Administração Trump prepara restrições à ajuda externa dos EUA em programas de diversidade e género, segundo foi revelado.
Nova orientação segue modelo aplicado ao aborto
Tal como acontece com o aborto, o Governo liderado por Donald Trump pretende alargar as restrições à ajuda externa norte-americana. Em causa está a intenção de impedir que fundos dos Estados Unidos apoiem programas que promovam a diversidade e a igualdade de género.
Segundo revelou uma autoridade norte-americana, esta decisão será formalizada através de novas regras a divulgar em breve.
Departamento de Estado vai alargar a política existente
De acordo com a mesma fonte, o Departamento de Estado dos EUA deverá anunciar a expansão da chamada política da Cidade do México. Esta norma, até agora associada à proibição de financiamento de programas ligados ao aborto, passará a abranger outras áreas.
Nesse sentido, a autoridade explicou à Agence France-Presse que a política será estendida a iniciativas de género e de diversidade, equidade e inclusão, classificadas como portadoras de uma “ideologia discriminatória”.
Impacto financeiro será alargado à ajuda global
Por outro lado, o alcance da medida será significativo. Segundo a mesma fonte, as restrições não se limitam aos cerca de 8 mil milhões de dólares investidos anualmente em saúde global.
Além disso, a nova orientação aplicar-se-á a toda a ajuda externa dos Estados Unidos, um montante superior a 30 mil milhões de dólares. Este financiamento envolve ONG estrangeiras, organizações internacionais e também ONG norte-americanas.
Alteração com impacto internacional
Assim, a decisão poderá ter efeitos diretos em múltiplos projetos financiados pelos Estados Unidos em vários países. A nova abordagem reforça a linha política já assumida anteriormente pela administração Trump em matérias sociais sensíveis.
Por fim, as novas regras deverão clarificar, nos próximos dias, quais os programas que deixarão de ser elegíveis para apoio financeiro norte-americano.
