António Zambujo deu voz à liberdade em Odivelas, na véspera do feriado nacional, em que se celebra a liberdade.
Na véspera dos 51 anos do 25 de Abril, António Zambujo apresentou-se no Antigo Mercado da Pontinha, em Odivelas, num concerto integrado nas celebrações da Revolução dos Cravos. Numa noite marcada pela escuta atenta e pela proximidade entre palco e plateia, Zambujo trouxe consigo uma seleção de temas que atravessam o seu percurso artístico.
Ao longo de cerca de hora e meia, percorreu um alinhamento cuidadosamente construído: começou com “Guia”, seguindo-se “Sagitário” e “Catavento da Sé”. Vieram depois “Leva-me de Mim”, “Brazaville” e “Casa Fechada”, numa sequência que manteve o público num registo sereno e envolvido.
Zambujo seguiu com “Apelo”, “Reader’s Digest”, “Flagrante” e “Algo Estranho Acontece”. A sua voz, sempre contida e próxima, guiou a audiência por canções como “Lua”, “Zorro” e “Visita de Estudo”, numa narrativa musical que deixou espaço para a respiração e o silêncio.
Por fim, na reta final, ouviu-se “Madera de Deriva”, “Pica do 7”, “Sinal da Cruz”, “Nem às Paredes Confesso”, “Sem Palavras” e “Rancho Fundo”. Por fim, “Dancemos um Slow”, além do encore.
Assim, António Zambujo fez da sua presença e da sua voz uma forma de homenagem à liberdade. Numa data carregada de significado, ofereceu um concerto íntimo e atento, onde a música serviu de ponte entre o passado e o presente.
Fotografias: Pedro Barrelas
[Best_Wordpress_Gallery id=”8033″ gal_title=”AntónioZambujo-Odivelas-2025″]
