Segunda-feira, Agosto 2, 2021

APSTE: Medidas recentes do Governo condenam mais de 1000 técnicos altamente especializados ao desemprego ou a mudar de profissão

A Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE) estima que mais de 1000 técnicos de som, imagem, luz, entre outros, se vejam obrigados a ir para o desemprego ou a mudar de profissão devido as últimas decisões tomadas pelo Executivo liderado por Antonio Costa, nomeadamente a limitação dos eventos corporativos a um máximo de cinco pessoas e a proibição de eventos para celebrar a passagem de ano.

“Este foi um ano terrível para todos os que trabalham neste setor, independentemente da sua natureza, e estas últimas medidas anunciadas pelo Governo apenas vieram colocar mais um prego no caixão. Por muito que já prevíssemos este cenário, pelo que tem sido a conduta dos decisores ao longo de toda esta pandemia, a verdade é que tanto a limitação dos eventos corporativos, que ainda asseguravam algum do pouco trabalho existente, e a proibição de qualquer celebração de passagem de ano, nem sequer dando espaço a eventos digitais, significará falência certa para muitas empresas e o desemprego para muitos profissionais”, considera Pedro Magalhães, Presidente da APSTE.

“É importante não esquecer que um técnico demora cerca de dois anos a estar apto a trabalhar nesta área. Estamos a falar de profissionais altamente especializados que, perante a inevitabilidade do desemprego, não têm outra alternativa a não mudar de profissão. Vamos deixar-se perder todo este know-how? E em 2021 quando, esperemos, tudo voltar ao normal e quisermos organizar eventos da dimensão da Web Summit, que envolve cerca de 300 empresas desta área, acham que teremos profissionais qualificados para garantir a sua realização?”, questiona Pedro Magalhães.

A APSTE critica ainda a postura populista da Tutela ao apresentar medidas como a suspensão do pagamento especial por conta. “Não estamos contra a medida em si, nada disso. Mas é incrível como se anuncia algo que nenhum benefício direto trará às empresas de setores profundamente afetados pela pandemia como se de algo muito positivo se tratasse. Esta medida teria sentido se tivéssemos lucros para apresentar, a questão é que este ano apenas registámos prejuízos. Setores como os nossos e outros que passam pelo mesmo não tirarão qualquer proveito deste tipo de iniciativas, isto é apenas populismo”, conclui o responsável.

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