Assassinato de Carlos Castro volta a gerar polémica com novas revelações no “Noite das Estrelas”

Assassinato de Carlos Castro volta a gerar polémica com novas revelações no “Noite das Estrelas”, nesta madrugada.

14 anos depois do crime

Carlos Castro foi assassinado a 7 de janeiro de 2011, em Nova Iorque, pelo seu amante Renato de Seabra, de forma particularmente macabra. Em 2025, o jornalista completaria 80 anos, o que motivou uma nova discussão sobre o caso. Além disso, o interesse mediático aumentou pelo facto de a irmã de Renato ser deputada da Aliança Democrática na Assembleia da República.

Recordações do “Noite das Estrelas”

No programa Noite das Estrelas, o tema foi reaberto e surgiram mensagens trocadas entre Carlos e Renato, que fazem parte do processo judicial. Maya explicou como tudo começou:

“Ora bem, o que aconteceu foi que Carlos de Castro e Renato de Seabra aproximaram-se através do Facebook, o que acontece muito ainda hoje, não é? As pessoas mandam mensagens através do Facebook a dizer o que pretendem e o que realmente Renato pretendia era fazer uma carreira na moda. Depois aproximaram-se através do Facebook e marcaram o encontro no Porto no decorrer do Portugal Fashion. O encontro foi no hotel Sheraton e foi a mãe, Odília Pereirinha, que levou o filho e esperou no carro uma hora até que o encontro acabasse. A cumplicidade nesse dia foi evidente e prova disso são as mensagens de Facebook seguintes, nos dias seguintes, e que constam do processo. Estão no livro e estão no processo.”

A crítica de Daniel Nascimento

Por sua vez, Daniel Nascimento comentou o crime, sublinhando a escolha de Renato:

“Aquilo que fomos sabendo e que toda a gente leu e que se soube é que essa relação existia por conta até das viagens que depois eles fizeram juntos e obviamente com o conhecimento da família porque não era escondido. Mas eu em relação ao caso menos me interessa a relação ou não relação que muitas pessoas acham que não existia. A mim o que me custa é de facto o crime e aquilo que aconteceu. O Carlos ter sido privado de continuar a viver a sua vida porque este rapaz tinha uma escolha. Ele tinha uma escolha que era ir-se embora, dizer que não, se a família diz que ele não era homossexual. Portanto, se fosse uma situação… mas podia ter tido a coragem de dizer não, eu quero trabalhar, mas eu não vou fazer qualquer coisa para isso.”

Além disso, Daniel abordou a suspeita de troca de favores que sempre rodeou o caso:

“Agora, se a pessoa não disser não… Agora às vezes é mais tempo, Daniel. Pronto, está bem, mas podia ter dito que não, podia ter saído dessa situação e ter dito muito obrigado, mas desta forma eu não quero. Partindo do princípio que lhe foi feita algum tipo de oferta ou de troca de favores, que é isso que também muita gente diz. Toma lá isto e eu faço isto para você.”

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