Conceição Queiroz recorda luta pela vida do pai: «Disseram-me: “Despeça-se do pai, que está a morrer”», lembrou.
Conceição Queiroz viveu meses de angústia, ouviu um prognóstico devastador e recusou aceitar que nada mais podia ser feito. O pai da jornalista da TVI sobreviveu a um quadro clínico crítico e, atualmente, encontra-se estável.
À margem da semifinal dos International Emmy Awards, realizada esta sexta-feira, 3 de julho, no Palácio Nacional de Queluz, a jornalista falou sobre uma história que ultrapassa em muito qualquer passadeira vermelha.
“Está estável, graças a Deus“, começou por dizer, antes de recordar os dias em que recebeu notícias muito diferentes.
«Aquilo foi um choque para mim»
Durante o período mais delicado, Conceição Queiroz chegou a ser preparada para a morte do pai. Aos jornalistas, recordou o momento em que os médicos lhe apresentaram um cenário sem esperança.
“Agora, sim. Depois de me terem dito ‘Despeça-se do pai, que está a morrer’… Aquilo foi um choque para mim, mas agora ele está bem. Sobreviveu, ou seja, contrariou as expectativas dos médicos“, contou.
Apesar do prognóstico, a jornalista acreditou que o pai ainda tinha força para continuar. Por isso, questionou a equipa médica e insistiu para que fossem tentadas outras medidas.
“Superou aquilo que a ciência previa na altura. Eu sempre acreditei, eu disse aos médicos ‘Não, o meu pai está agarrado à vida. Porque é que ele não tem uma máscara de oxigénio?’. ‘Ah, não há nada a fazer’. Há a fazer, sim. Conseguiram e salvaram o meu pai. Ele saiu da sala de reanimação, passou para os Cuidados Intensivos e, a seguir, teve alta médica“, relatou.
A recuperação contrariou, assim, as previsões iniciais. Contudo, o regresso a casa trouxe uma nova realidade para toda a família.
Conceição Queiroz aprendeu a cuidar do pai no dia a dia
Atualmente com 80 anos, o pai da jornalista enfrenta várias limitações físicas e desloca-se numa cadeira de rodas. O acompanhamento diário passou, por isso, a fazer parte da rotina familiar.
Durante os primeiros dois anos, ficou em casa de Conceição Queiroz. Mais tarde, mudou-se para junto da outra filha, mantendo-se uma divisão de responsabilidades entre as duas irmãs.
“Nos primeiros dois anos, esteve na minha casa. Agora, está com a minha irmã. Vamo-nos revezando. Ajudamo-nos imenso uma à outra. Aprendi a dar injeções de insulina, aprendi a medir a tensão, aprendi a dar-lhe banho. Não é fácil. O meu pai está numa cadeira de rodas neste momento“, explicou.
Entre o susto inicial, a recuperação inesperada e os desafios atuais, Conceição Queiroz revelou, assim, uma dimensão muito pessoal da sua vida familiar. Uma história que começou com um prognóstico devastador e que encontrou, contra todas as expectativas médicas então apresentadas, um desfecho diferente.
