Um novo relatório alerta para o uso de vídeos deepfakes e emuladores de webcam por parte de hackers para ultrapassar métodos de segurança.
Os hackers estão a combinar vídeos deepfakes e emuladores de webcam para contornar soluções de segurança biométrica e violar os serviços online das pessoas, afirmou uma nova pesquisa.
Um relatório da iProov afirmou que o uso do método entre criminosos aumentou 353% entre o primeiro e o segundo semestre de 2023.

“A IA generativa proporcionou um enorme impulso aos níveis de produtividade dos agentes de ameaças: estas ferramentas têm um custo relativamente baixo, são facilmente acessíveis e podem ser utilizadas para criar meios de comunicação sintetizados altamente convincentes, como trocas faciais ou outras formas de deepfakes que podem facilmente enganar o ser humano. Incluindo a análise ocular, bem como outras soluções biométricas menos avançadas. Portanto, isto serve apenas para aumentar dar força à necessidade de verificação remota de identidade”, disse Andrew Newell, Diretor Científico da iProov.
Como funcionam os vídeos Deepfakes
Os vídeos deepfakes são produções audiovisuais manipuladas por inteligência artificial (IA) avançada. Esta tecnologia permite a criação de vídeos nos quais pessoas reais têm seus rostos e vozes sintetizados de forma convincente. Os vídeos deepfakes utilizam algoritmos deep learning para mapear e imitar as expressões faciais, gestos e até mesmo o tom de voz de indivíduos reais. Isto possibilita a criação de conteúdo visualmente realista, no qual os rostos de celebridades, políticos ou qualquer pessoa desejada, apareça num vídeo no qual nunca estiveram, muitas vezes sem o consentimento delas.
Embora os vídeos deepfake tenham como uso inicial o entretenimento e criação de conteúdo digital, também representam um grande desafio ético e de segurança. Ultimamente usam-se para disseminar desinformação, difamar pessoas e até mesmo criar fake news em contextos políticos e sociais. Além disso, a disseminação de vídeos deepfakes levanta preocupações sobre a autenticidade e integridade das informações visuais na era digital, exigindo uma maior consciencialização e medidas para combater seu uso indevido e potencialmente prejudicial.
Fontes: iProov
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