Dez anos de Infocul: Um legado. Um sonho. Uma ambição. Uma luta. A história de alguém apaixonado pela cultura e pelo jornalismo, é o mote deste editorial. Que de comum e não especial, não tem nada!
Texto: André Nunes / Rui Lavrador
Uma casa aberta à informação e à cultura
Bem-vindos ao editorial dos 10 anos do Infocul. Sintam-se em casa — como sempre se sentiram neste espaço. Sintam-se informados. Sintam que estão a falar com alguém que está do vosso lado, que acredita na cultura, no desporto e no jornalismo como ferramentas essenciais para mostrar o que de melhor se faz no país e, mais recentemente, no mundo.
O Infocul nasceu do sonho de um homem que, há dez anos, decidiu lutar contra tudo e contra todos para criar o seu próprio projeto. Um projeto com valores bem definidos, com ética, com independência e com uma paixão inabalável pela informação e pela cultura. Começou sozinho. Começou de forma atribulada. Começou sem garantias de sucesso — apenas com a certeza de que valia a pena tentar.
Celebrar a resistência e a independência
Dez anos depois, o Infocul é o resultado dessa persistência. Um trabalho feito com rigor, dedicação e respeito por quem cria, por quem trabalha na cultura e por quem procura informação séria e próxima. Um percurso construído passo a passo, com erros, aprendizagens e muitas conquistas, sempre com o jornalismo como pilar central.
Celebrar estes 10 anos é celebrar a resistência, a independência e a convicção de que a cultura importa. É agradecer a todos os que fizeram e fazem parte deste caminho — colaboradores, artistas, agentes culturais, leitores e parceiros. E é reafirmar que o Infocul continua aqui, com a mesma vontade de informar, questionar e valorizar.
Há dez anos começou um sonho. Hoje, esse sonho continua vivo.
Ética, identidade e raízes culturais
Um site que sempre valorizou a ética jornalística, separando claramente o que é opinião do que é informação. Desde o início, o Infocul tratou os pilares da cultura como quem faz a monda de um lavrador da cultura portuguesa: com cuidado, respeito e trabalho contínuo. O fado, o cante, a tauromaquia. As tradições, as expressões populares e a identidade de um país que se constrói também pela sua cultura.
Mais recentemente, o Infocul abriu horizontes e começou a apostar em novas áreas, no desporto e numa visão mais global da cultura. Passou a olhar para o mundo sem perder as raízes. A cultura americana surge em diálogo com a cultura portuguesa, estabelecendo paralelos, pontes e leituras cruzadas.
Abrir horizontes sem perder as raízes
Fala-se de futebol americano e de futebol europeu. Fala-se de country e de cante. Fala-se de rodeos e de tauromaquia. Diferentes geografias, diferentes linguagens, mas a mesma paixão cultural e o mesmo olhar jornalístico, sempre atento ao contexto, à história e às pessoas.
Nestes dez anos, o Infocul cresceu com os artistas, com os públicos, com os territórios e com as transformações do próprio setor cultural. Acompanhámos estreias, festivais, concertos, exposições, livros, espetáculos e ideias. Estivemos atentos ao que acontece nos grandes palcos, mas também — e sobretudo — ao que nasce nos bastidores, nas margens, nos contextos locais e nas novas linguagens.
Tempo, persistência e sentido crítico
O Infocul construiu-se com tempo, persistência e sentido crítico. Num contexto mediático cada vez mais rápido e descartável, procurámos manter um olhar atento, informado e comprometido com a cultura enquanto espaço de reflexão, identidade e futuro. Apostámos em entrevistas aprofundadas, críticas, reportagens e rubricas que ajudam a contextualizar a criação artística e a ligá-la ao seu tempo social e político.
Quem faz o Infocul acontecer
Nada disto teria sido possível sem quem escreve, fotografa, edita, colabora e acredita no projeto. Nem sem os artistas, estruturas, produtores e agentes culturais que confiaram no Infocul como plataforma de divulgação e diálogo. E, claro, sem os leitores que nos acompanham, partilham, questionam e regressam.
Obrigado a todos
Assim, o Infocul.pt celebra hoje o seu 10º aniversário. O tempo passa depressa, mas neste caso, parece que passaram mais do que 10 anos.
Um projecto que iniciou-se com duas pessoas, actualmente é composto por muitas mais.
Entretanto, várias foram as pessoas que entraram e saíram. Uma palavra de enorme agradecimento a todas elas. Porque também a elas se deve esta longevidade do projecto.
Ainda assim, é para a equipa actual que se dedica o maior agradecimento, tendo alguns dos elementos já vários anos no projecto, enquanto outros – mais recentes – vieram transformá-lo por completo.




