Divórcio de Betty Grafstein e José Castelo Branco avança: advogado revela datas, estratégias e o que realmente aconteceu à fortuna milionária da joalheira.
Tribunal confirma divórcio em Sintra e reconhece residências alternadas
O processo de divórcio entre Betty Grafstein e José Castelo Branco vai mesmo ser julgado no Tribunal de Sintra, após decisão do Tribunal da Relação de Lisboa. A deliberação confirma que o casal tinha residência alternada nos Estados Unidos e em Portugal, afastando dúvidas sobre a competência territorial.
Alexandre Guerreiro, advogado da joalheira, falou em exclusivo à NOVA GENTE e mostrou plena satisfação com o desfecho:
“Foi o reconhecimento daquilo que nós já sabíamos e daquilo que era óbvio, que os dois tinham residências alternadas.”
Ainda assim, deixou um apelo direto ao tribunal responsável:
“Esperamos que a justiça portuguesa (…) possa pelo menos dar uma resposta agilizada, urgente e atempada. O Tribunal da Relação de Lisboa foi exemplar nisso. Esperemos que a partir de agora haja o mesmo tipo de resposta do Tribunal de Sintra.”
Divórcio deverá ser decretado no início de 2026
Apesar da rapidez recente, Alexandre Guerreiro acredita que o divórcio dificilmente ficará concluído em 2025:
“[O divórcio sairá] no primeiro trimestre, eventualmente. É improvável ainda em 2025, estamos muito próximos já das férias. Realisticamente falando, será em 2026.”
Contudo, o advogado destacou um detalhe jurídico que poderá surpreender:
“A data do divórcio é decretada à data da propositura da ação (…) que é 2024.”
Ou seja, mesmo que a sentença seja proferida no próximo ano, os efeitos legais recuam ao momento em que Betty deu início ao processo.
Defesa poderá tentar atrasar o processo: “Para ganhar tempo”
Segundo Alexandre Guerreiro, a equipa de José Castelo Branco poderá tentar recorrer — mesmo sabendo que tal não é permitido neste tipo de decisão:
“Ouvi dizer que eles, do outro lado, iam tentar recorrer. (…) Para ganhar tempo, compreendo.”
Ainda assim, confia que o processo não se arrastará muito:
“Estimo que não demore mais do que dois meses. (…) A partir do momento em que desce para a primeira instância, é só a juíza pedir-nos para fazermos as alegações finais e pronto.”
Sem bens para dividir: o que aconteceu à fortuna de Betty?
Apesar de Betty Grafstein ter sido dona de uma fortuna avaliada em milhões — entre joias, arte e propriedades — o advogado afirma que não há qualquer bem partilhável no divórcio.
O motivo? O casamento aconteceu sob regime de separação de bens, obrigatório por lei porque a joalheira tinha mais de 60 anos à data do enlace.
Alexandre Guerreiro foi claro:
“Ele [José Castelo Branco] não tem direito a nada. Nada.”
Mas a grande surpresa surge quando o advogado esclarece que Betty já não possui nenhum dos bens que acumulou ao longo da vida.
“Não há nada para partilhar. Nenhum bem. Porque a minha cliente entendeu dar-lhes um determinado destino.”
Sobre quem recebeu essas doações, o advogado preferiu manter o sigilo. Sabe-se apenas que, em dezembro de 2024, Betty doou o palacete de Sintra ao filho, Roger Basile.
Além disso, confirma-se que a joalheira não tem testamento válido:
“Não há rigorosamente nada nesse sentido. Já houve [anteriores testamentos], mas foram todos impugnados.”
Recordando a origem do divórcio
O pedido de dissolução matrimonial foi apresentado em maio de 2024, depois de Betty ter sido internada no CUF Cascais e ter apresentado queixa por violência doméstica. José Castelo Branco terá alegadamente exercido violência física e verbal ao longo de vários anos.
O processo avança — e o fim do casamento parece inevitável
Com a decisão do Tribunal da Relação, a máquina judicial segue agora para Sintra, onde se prevê que o divórcio seja finalmente decretado no início de 2026.
E se as declarações do advogado se confirmarem, José Castelo Branco sairá do casamento sem qualquer direito sobre a fortuna que Betty já não possui oficialmente.

