Évora: Luís Rouxinol e João Moura Jr com lides triunfais, enquanto Passanha, Calejo Pires e Murteira Grave arrecadam prémios

Évora: Luís Rouxinol e João Moura Jr com lides triunfais, enquanto Passanha, Calejo Pires e Murteira Grave arrecadam prémios

Évora: Luís Rouxinol e João Moura Jr com lides triunfais, enquanto Passanha, Calejo Pires e Murteira Grave arrecadam prémios, este domingo, 15 de Maio.

A arena de Évora voltou a abrir as portas na tarde de 15 de Maio de 2022, para receber o 62º concurso de ganadarias. Cartel composto por Luís Rouxinol, João Moura Jr. e João Salgueiro da Costa, bem como os grupos de Forcados Amadores de Montemor e Évora. A concurso estiverem as ganadarias Santa Maria, Calejo Pires, Branco Núncio, Passanha, Romão Tenório e Murteira Grave para os prémios de Bravura e Apresentação.

De Santa Maria, apresentou-se o número 26, com 590 kg, de Junho de 2017. De Calejo Pires, o número 96, com 535 kg, de Novembro de 2017. De Branco Núncio, o número 74, com 540 kg, de Julho de 2017. De Passanha, o número 38, com 530 kg, de Setembro de 2016. De Romão Tenório, o número 84, com 595 kg, de Dezembro de 2016. E de Murteira Grave, com 525 kg, de Outubro de 2016.

Inicio de corrida marcado por uma homenagem do grupo de Montemor ao grupo de Évora, entregando uma fotografia do antigo cabo de Évora, João Oliveira.

Abriu a tarde o cavaleiro Luís Rouxinol, que comemora 35 anos de alternativa esta temporada. Frente a um toiro complicado e deveras reservado, fez o que pôde para tirar o sumo da laranja seca que lhe calhou. O cavaleiro, mesmo tendo uma lide esforçada, conseguiu agradar ao público. Rematou com um ferro de palmo. Francisco Borges, por Montemor, consumou ao primeiro tento.

Em seguida actuou João Moura Jr. apresentando uma lide com emoção, chegando facilmente ao publico. Teve por diante um Calejo Pires, redondo de bravo que arrancava de qualquer lado. Nos compridos, entrou bem com o toiro e nos curtos, citando de frente, abrindo quarteio e rematando os ferros vistosamente. O cavaleiro de Monforte teve uma lide triunfal que rematou com um ferro de palmo cravado em terrenos de fora, rematado à meia volta. Na parte dos forcados, de Évora, as coisas complicaram-se e João Madeira acabou dobrado pelo cabo João Pedro Oliveira que consumou à quarta tentativa efetiva.

João Salgueiro da Costa abriu a lide ao de Branco Núncio com uma sorte gaiola, não conseguindo partir o ferro. Andou alegre na lide, tendo altos e baixos. Houve mais toiro que cavaleiro, mas o ginete deu a volta e acabou a lide em bom plano. A sua arte clássica chegou à bancada e o público retribuiu com ovações. Francisco Barrete, por Montemor, consumou à primeira tentativa.

O espetáculo teve um intervalo para manutenção do piso da arena.

A segunda parte foi aberta com um excelente exemplar da ganadaria Passanha que Luís Rouxinol soube aproveitar. O oponente mostrou-se bravo do início ao fim, dando a alegria da tarde na arena de Évora. A experiência do cavaleiro foi empregue dentro da arena, mostrando o que de melhor o oponente tinha. Se o desenho das sortes foi bonito, o remate das mesmas foi ainda mais. Ficou assim entregue o segundo triunfo da tarde. Dinis Caeiro, por Évora, consumou à primeira tentativa.

Também João Moura Jr. esteve inspirado esta tarde, pela segunda vez, frente ao de Romão Tenório. Abriu com uma sorte gaiola, templando e reunindo bem com o oponente. Toiro mais reservado que pediu terrenos próximos, o que deu origem a toques na montada. Numa lide que foi de menos a mais, desenhando sortes de frente e acabando a lide com sortes ‘Mourinas’. Rematou a lide com um palmito. Vasco Ponce, por Montemor, consumou à primeira tentativa com uma excelente ajuda de António Pena Monteiro, cabo do grupo, que teve direito a volta também.

Encerrou a tarde, um dos triunfadores da temporada de 2021, que este ano o quer voltar a ser: João Salgueiro da Costa. O cavaleiro também teve uma lide de menos a mais, acabando em bom plano frente ao Murteira Grave. Toiro também ele reservado que o ginete custou a entender os terrenos que devia pisar. Desenhou sortes de frente mostrando a sua encantadora arte clássica mas que, devo salientar, não serve para todos os toiros. José Maria Caeiro, por Évora, fechou a tarde ao primeiro tento.

A concurso estavam os prémios de apresentação e de bravura, tendo os mesmos sido ganhos por Murteira Grave (apresentação) e Passanha em conjunto com Calejo Pires (bravura).

A Arena D’Évora contou com cerca de 3/4 de lotação ocupada.

Dirigiu o espetáculo a diretora Maria Florindo, assessorada pela médica veterinária Ana Gomes. No cornetim foi Ricardo Fernandes quem marcou presença.

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