Imovirtual revela barómetro dos concelhos: rendas disparam em Cascais e preços de venda ultrapassam 1,3 milhões, assinalou.
O Imovirtual apresentou o primeiro Barómetro dos Concelhos. Trata-se de uma nova análise focada na evolução dos preços médios anunciados de arrendamento e venda.
Segundo o comunicado, o estudo avalia dados de janeiro de 2026. Além disso, compara os valores com dezembro de 2025 e janeiro de 2025. O objetivo é mapear diferenças entre zonas com maior pressão e territórios mais acessíveis.
Arrendamento: pressão cresce nos grandes centros
Antes de mais, o portal aponta para um mercado de arrendamento cada vez mais desigual. Por um lado, concelhos urbanos e turísticos mantêm valores elevados. Por outro, regiões tradicionalmente mais baratas registam subidas graduais.
Nesse contexto, Cascais destaca-se. A renda média atinge 2.500 euros, após aumentos mensais e anuais relevantes, mantendo ainda centenas de ofertas ativas.
Logo depois surge Lisboa, com 1.800 euros. Já Funchal alcança o mesmo valor, embora com menor disponibilidade.
Além disso, Oeiras fixa-se nos 1.400 euros. Entretanto, o Porto regista 1.150 euros.
Concelhos mais acessíveis mantêm dinâmica
Por outro lado, alguns territórios continuam com rendas mais moderadas. Ainda assim, mostram atividade relevante no mercado.
Porto Moniz apresenta o valor médio mais baixo, nos 600 euros. Já Viseu fixa-se nos 700 euros.
Entretanto, Coimbra mantém os 800 euros. Aveiro permanece nos 900 euros. Por fim, Braga atinge 950 euros, aproximando-se gradualmente dos grandes centros.
Venda: concelhos premium continuam a liderar
No segmento de compra, a valorização é mais evidente nas zonas premium. Ainda assim, mercados intermédios começam a consolidar subidas.
Novamente, Cascais lidera. O valor médio de venda chega a 1.350.000 euros, com crescimentos mensais e anuais expressivos.
Depois, surgem Calheta, com 950.000 euros, e Loulé, que ultrapassa os 813 mil euros, refletindo a forte procura no Algarve.
Também Oeiras e Lisboa mantêm valores elevados, acima dos 700 mil euros.
Alternativas fora dos eixos mais pressionados
Apesar disso, existem opções com preços médios mais baixos. No Porto, o valor situa-se nos 420 mil euros, ainda com crescimento anual.
Por sua vez, Coimbra aproxima-se dos 290 mil euros. Já Leiria atinge 337 mil euros.
Além disso, Aveiro e Braga continuam a valorizar, confirmando o interesse crescente por mercados fora dos principais polos.
Imovirtual destaca fragmentação do mercado
Por fim, o portal sublinha as diferenças acentuadas entre concelhos. A leitura é de um mercado cada vez mais segmentado.
“Este barómetro confirma que o mercado imobiliário português está cada vez mais fragmentado à escala local. Os dados mostram uma pressão muito concentrada em concelhos urbanos e turísticos, tanto no arrendamento como na venda, enquanto outros territórios continuam a absorver procura por serem relativamente mais acessíveis”, afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.
Desta forma, a análise conclui que 2026 arranca com fortes assimetrias territoriais. As diferenças de preço e oferta tornam-se cada vez mais evidentes em todo o país.

