Irmão de Marco Paulo acredita que alguém o influenciou no testamento para não deixar nada à família após a morte.
Marco Paulo deixou de fora os familiares de sangue nos dois testamentos que redigiu ao longo da sua vida: primeiro em 2019 e depois em 2023.
Ou seja, que escreveu o documento, o cantor deixou a sua fortuna avaliada em 60 milhões de euros ao afilhado, Marquinho, e ao compadre António Coelho.
Posteriormente, no ano passado, acrescentou Eduardo Ferreira, bombeiro em Braga, de conheceu há cinco anos.
Internado desde o dia 19 de outubro, poucos dias antes de Marco Paulo morrer, Ernesto deu uma entrevista à Nova Gente em que se assumiu desiludido pela atitude do irmão por não deixar nada à família, nem os bens que pertenciam aos pais.
“Ainda voltei a perguntar ao meu filho: ‘Não deixou mesmo nada para a família? Nem uma cadeira? Nem temos direito às memórias de família, dos meus pais e até dos meus avós, fotos de parede dos meus pais, objetos de família sem qualquer valor monetário, inclusive a pedra mármore da campa da minha mãe que estava no cemitério e que está lá na quinta?’”, questionou.
“Que mal lhe fizemos nós para ele ter essa atitude? O que é que a família toda lhe fez? Somos todos maus? Bom, a verdade é que ele nunca ajudou ninguém da família em rigorosamente nada, e nós também nunca lhe pedimos nada. Mas demos-lhe muito. Mas eu questiono: para que quer o Toni, o Marquinho e esse bombeiro as fotos que estão lá na quinta e que são da nossa família? Para meterem no lixo?”, continuou.
“Ele sempre foi muito fácil de ser influenciado, nunca pensou muito por ele. Acreditava e seguia tudo o que os mais próximos lhe fossem meter na cabeça”, lamentou.
