Jorge Fonseca esclarece ligação ao caso ‘Uber da droga’: “Nunca fui arguido nem suspeito”, assinalou o judoca.
Jorge Fonseca decidiu falar publicamente depois de ver o seu nome associado ao processo conhecido como ‘Uber da droga’. O caso mediático chegou ao fim com a condenação de Nuno Santos, apontado como principal líder da rede de tráfico.
Embora a investigação tenha divulgado apenas três nomes conhecidos associados às escutas telefónicas, incluindo José Carlos Pereira e Marta Gil, foi o judoca quem avançou com uma explicação pública.
Judoca afasta suspeitas criminais
Através de um comunicado oficial, Jorge Fonseca quis clarificar o seu grau de envolvimento no processo. O atleta garantiu que nunca teve qualquer estatuto processual enquanto arguido ou suspeito.
𝗝𝗼𝗿𝗴𝗲 𝗙𝗼𝗻𝘀𝗲𝗰𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗲ç𝗼𝘂 𝗽𝗼𝗿 𝗲𝘀𝗰𝗹𝗮𝗿𝗲𝗰𝗲𝗿: “𝗡𝗼𝘀 ú𝗹𝘁𝗶𝗺𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗮𝘀, 𝗼 𝗺𝗲𝘂 𝗻𝗼𝗺𝗲 𝗳𝗼𝗶 𝗮𝘀𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝗱𝗼 𝗮𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗼 ‘𝗨𝗯𝗲𝗿 𝗱𝗮 𝗗𝗿𝗼𝗴𝗮’, 𝘂𝗺 𝗽𝗿𝗼𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁á 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗹𝘂í𝗱𝗼 𝗲 𝗷á 𝘁𝗲𝘃𝗲 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗲𝗻ç𝗮. 𝗔𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗮𝘀𝘀𝗶𝗺, 𝗾𝘂𝗲𝗿𝗼 𝗲𝘀𝗰𝗹𝗮𝗿𝗲𝗰𝗲𝗿, 𝗱𝗲 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗶𝗻𝗲𝗾𝘂í𝘃𝗼𝗰𝗮, 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝘂𝗻𝗰𝗮 𝗳𝘂𝗶 𝗮𝗿𝗴𝘂𝗶𝗱𝗼 𝗻𝗲𝗺 𝘀𝘂𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗻𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗰𝗮𝘀𝗼”.
Desta forma, o rosto do judo nacional procurou separar a sua situação da dimensão criminal do processo.
“Nunca consumi substâncias psicotrópicas”
Depois, Jorge Fonseca explicou que a sua ligação ao caso se limitou aos factos já conhecidos publicamente. O judoca insistiu que não existiu consumo, compra ou envolvimento em tráfico.
𝗢 𝗮𝘁𝗹𝗲𝘁𝗮 𝗴𝗮𝗿𝗮𝗻𝘁𝗶𝘂: “𝗔 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗹𝗶𝗴𝗮çã𝗼 𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗽𝗿𝗼𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗿𝗲𝘀𝘂𝗺𝗶𝘂-𝘀𝗲 𝗮𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗷á 𝗳𝗼𝗶 𝗽𝘂𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗿𝗲𝗳𝗲𝗿𝗶𝗱𝗼. 𝗗𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗲, 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗺𝗲 𝗹𝗶𝗺𝗶𝘁𝗲𝗶 𝗮 𝗲𝘀𝗰𝗹𝗮𝗿𝗲𝗰𝗲𝗿 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗮𝗯𝗶𝗮, 𝘀𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗮𝗹𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗲𝗻𝘃𝗼𝗹𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗻𝗼 𝘁𝗿á𝗳𝗶𝗰𝗼 𝗼𝘂 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘂𝗺𝗼 𝗱𝗲 𝘀𝘂𝗯𝘀𝘁â𝗻𝗰𝗶𝗮𝘀 𝗶𝗹í𝗰𝗶𝘁𝗮𝘀. 𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗲𝘃𝗲 𝗲𝗺 𝗰𝗮𝘂𝘀𝗮 𝗻ã𝗼 𝗳𝗼𝗶 𝗾𝘂𝗮𝗹𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘂𝗺𝗼 𝗼𝘂 𝗮𝘁𝗶𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗰𝗿𝗶𝗺𝗶𝗻𝗼𝘀𝗮, 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗻𝘂𝗻𝗰𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘂𝗺𝗶 𝘀𝘂𝗯𝘀𝘁â𝗻𝗰𝗶𝗮𝘀 𝗽𝘀𝗶𝗰𝗼𝘁𝗿ó𝗽𝗶𝗰𝗮𝘀, 𝗻𝗲𝗺 𝗰𝗵𝗲𝗴𝗼𝘂 𝗮 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗶𝗿 𝗾𝘂𝗮𝗹𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗮 𝗼𝘂 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘂𝗺𝗼, 𝘁𝗲𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝘀𝗶𝘁𝘂𝗮çã𝗼 𝘀𝗶𝗱𝗼 𝗲𝘀𝗰𝗹𝗮𝗿𝗲𝗰𝗶𝗱𝗮 𝗲𝗺 𝘀𝗲𝗱𝗲 𝗽𝗿ó𝗽𝗿𝗶𝗮, 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗷á é 𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀”.
A declaração surge depois da exposição mediática do caso e da associação de várias figuras públicas às escutas.
Controlos antidoping usados como argumento
Além do esclarecimento sobre o processo, Jorge Fonseca recordou a exigência da sua carreira no desporto de alta competição.
O judoca sublinhou que, enquanto atleta profissional, está sujeito há vários anos a controlos antidoping regulares.
𝗝𝗼𝗿𝗴𝗲 𝗙𝗼𝗻𝘀𝗲𝗰𝗮 𝗿𝗲𝗳𝗼𝗿ç𝗼𝘂: “𝗔𝗹é𝗺 𝗱𝗶𝘀𝘀𝗼, 𝗿𝗲𝗰𝗼𝗿𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗮𝘁𝗹𝗲𝘁𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝘀𝗼𝘂 𝗵á 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝘀𝘂𝗯𝗺𝗲𝘁𝗶𝗱𝗼, 𝗽𝗲𝗹𝗮𝘀 𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀, 𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼𝗹𝗼𝘀 𝗮𝗻𝘁𝗶𝗱𝗼𝗽𝗶𝗻𝗴 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗿𝗲𝗴𝘂𝗹𝗮𝗿𝗲𝘀, 𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗱𝘂𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗼 𝗽𝗲𝗿í𝗼𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝘁𝗿𝗲𝗶𝗻𝗼𝘀 𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗲𝘁𝗶çõ𝗲𝘀, 𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗱𝘂𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗮𝘀 𝗳é𝗿𝗶𝗮𝘀”.
Com esta referência, o atleta procurou reforçar a coerência entre a sua carreira e a posição agora assumida.
Atleta lamenta impacto na família e no clube
No final do comunicado, Jorge Fonseca lamentou os efeitos da exposição pública. O judoca dirigiu-se à família, ao clube e às pessoas que o acompanham.
𝗢 𝗷𝘂𝗱𝗼𝗰𝗮 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗹𝘂𝗶𝘂: “𝗟𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗼 𝗶𝗻𝗰ó𝗺𝗼𝗱𝗼 𝗰𝗮𝘂𝘀𝗮𝗱𝗼 à 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗳𝗮𝗺í𝗹𝗶𝗮, 𝗮𝗼 𝗺𝗲𝘂 𝗰𝗹𝘂𝗯𝗲 𝗲 𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗺𝗲 𝘁ê𝗺 𝗮𝗰𝗼𝗺𝗽𝗮𝗻𝗵𝗮𝗱𝗼. 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝘂𝗮𝗿𝗲𝗶 𝗳𝗼𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗻𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝘃𝗶𝗱𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝗹 𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗽𝗼𝗿𝘁𝗶𝘃𝗮, 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗺𝗮𝗶𝗼𝗿 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝘀𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗼”.
Com esta posição, Jorge Fonseca tenta encerrar a polémica em torno do seu nome e recentrar o foco na vida pessoal e desportiva.

